sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ladrões de Belém usam técnica indígena


Ontem estive conversando com um nordestino que viveu um bom tempo em Belém. Falávamos sobre os muitos assaltos que acontecem em Belém e a violência com que acontecem. Ele fez uma observação sobre o comportamento dos ladrões de lá, em comparação com os do Nordeste. Segundo ele, os nordestinos trazem em sua herança cultural, a necessidade de dar a resposta imediata aos desafios: sacam da peixeira e matam o desafeto na mesma hora. Ou chamam logo pra briga. Isso se reflete direto nos assaltos. Eles são diretos: abordam e assaltam.

E os paraenses, segundo ele, por sua herança indígena, ou seja, a da prática da caça, usam a tática da emboscada, ficam de tocaia e surgem do nada. E são bastante violentos em suas abordagens. Me lembrei do livro "O nome da morte", no qual o jornalista Klester Cavalcanti narra em detalhes a vida do matador de aluguel que tirou a vida de quase 500 pessoas. O matador vivia na região amazônica e a tocaia está em todos os crimes relatados. Será que tem a ver?

5 comentários:

Redneck disse...

Andarilha, encarei já! Beijo!

Sill disse...

Seu blog tá lindo! Adorei passar por aqui. bj Sill

Diário de Toronto disse...

Menina arretada! Tu és artista das letras e das imagens, e agora dos sabores. Lindo blog! Um beijo da Yone.

Aurora Boreal disse...

Sou curiosa "qui só"!
Fui ver as fotos de Belem e me lambuzei nas lembranças.
Sem contar o cheiro que estou nas mãos só com o início do trato para desalgar o piraracu de casaca: simplesmente adoro o cheiro deste peixe seco.
Hum.....o sabor....não dá pra descrever!
Brigadim e um abraço carinhoso.

andarilha disse...

É sempre vom ver os comentários. Meus amigos, na maioria, são "preguiçosos virtuais" e não não são chegados nesse negócio de ficar pendurado na internet.

bem, sill, volte sempre.

E Yone, você ficaria admirada com as transformações que estão ocorrendo no seu antigo bairro. Seu ciclo infância, adolescência já fechou mesmo. Vi que a casa da sua família - junto com tantas outras - já está dando lugar à fundação de um novo edifício. E assim vai, a cidade crescendo pra cima!