segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Por que não assinar a Folha

Está em andamento uma campanha pra cancelamento da assinatura da Folha e do UOL - que tá incomodando um bocado as duas empresas, mas eu acho que também é preciso ter uma resposta pronta para os telemarketing da vida que ficam ligando e insistindo pra gente assinar o jornal.

Mesmo depois de dizermos diversas vezes que não temos interesse em assinar o jornal, o operador do telemarketing continua insistindo. Então, segue uma sugestão de resposta pra por fim à conversa:

"Não vou assinar a Folha porque a empresa emprestou carros para transportar presos políticos na época da ditadura, faz campanha declarada para o Serra e fica dizendo que é imparcial, mas publica mentiras e notícias distorcidas. Ponto final".

Blogueiro notificado pela Folha: "Intimidação"

Em entrevista publicada no blog Vi o Mundo, do Azenha, o blogueiro Antonio Arles explica que recebeu notificação da Folha e do UOL para retirada das respectivas marcas do blog Arlesofia ( leia-se retirada da campanha para cancelamento das assinaturas dos dois veículos). Arles ficou injuriado, assim como milhares de pessoas, com a publicação pela Folha do artigo de Cesar Benjamim sobre o presidente Lula.

Leia a entrevista no Vi o mundo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

30 anos do Lira Paulistana na Praça Benedito Calixto

à frente, Riba de Castro, um dos ex-sócios
do Lira; ao fundo, o Língua de Trapo

À direita, Wandi Doratiotto, do Premê


Vange Milliet, do Isca de Polícia



O revival que a moçada do antigo Lira Paulistana tá fazendo na cidade tá bem interessante. Hoje teve show na praça Benedito Calixto com Isca de Polícia, Premeditando o Breque, Lingua de Trapo, Passoca e outros. Na platéia, muita gente de cabelo branco (afinal, no tempo do Lira, essa moçada já estava perto dos 30), Muito careca, muitos mais gordinhos do que nos lembrávamos etc. É o tempo cobrando o dízimo.


O Lira foi um teatro/bar que funcionou na rua Teodoro Sampaio,em Pinheiros, do final dos anos 70 até meados dos anos 80 e lançou muito músico na cena cultural. Um dos músicos que passaram por ali, foi Tiago Araripe, de Fortaleza. Eu gostava do som dele. Tive o disco Cabelos de Sansão (que agora foi relançado em CD). Como muita gente daquela geração, ele não teve seu trabalho reconhecido. Mas acho que faz parte.

O show de hoje foi ótimo pra rever alguns ex, muitos amigos, conhecidos, ex-colegas de faculdade. O som, tava sofrível, mas só de ver os músicos em cima do palco, já pagou o show.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O decálogo de Santi Santamaria

Este decálogo peguei emprestado do blog "La Cocina y la Vida", do chef catalão Santi Santamaria. Quem acompanha um pouco as novidades na área gastronômica, sabe que Santamaria é o oposto de Ferrán Adriá, o outro catalão. Santamaria prega o respeito à natureza, já Adriá, defende as inovações na gastronomia. Vejam o decálogo do Santamaria, postado no dia 24 de novembro.

Decálogo del cocinero del siglo XXI

Por supuesto, esto no es un decálogo, entre otras razones porque contiene veinte mandamientos, y no diez, pero cada cual puede tachar lo que no proceda:

1. Nada puede parecerse a lo que es.
2. Presenta al revés el resultado de tu pensamiento lógico.
3. Empieza de cero, como si sufrieras amnesia.
4. Inspírate en lo más lejano.
5. Si sorprendes, triunfarás.
6. Huye de lo identitario.
7. Opta por lo desconocido y olvídate de lo reconocido.
8. Menos es más: mejor escaso que abundante.
9. Entre lo informal y lo formal, no lo dudes: ¡desmelénate!
10. ¿Líquido o sólido? Convierte lo líquido en sólido y lo sólido en líquido.
11. Comer con los dedos es un arte.
12. Frente a un alga o una patata, siempre el alga.
13. Si necesitas polvos para hacer magia culinaria (colorantes, aromatizantes, gelificantes, potenciadores del sabor, etc.), úsalos: son ingredientes naturalmente químicos.
14. Camina de la mano de la ciencia: convierte tu cocina en un laboratorio.
15. No seas payés y abraza las marcas, que salvarán al mundo de su actual desorientación.
16. Apúntate a todos los espectáculos gastronómicos: sin ellos, sólo cocinarías, y hoy es necesario desfilar por la pasarela para seducir.
17. La tradición es la memoria y la innovación, el futuro: apuesta siempre por el futuro.
18. No te olvides de tener siempre a mano agua San Pellegrino y café Nespresso.
19. Haz lo que sea por salir en la foto con los habituales.

Ah, y el último, el número 20, que los resume a todos: no te olvides nunca de hablar mal de Santi Santamaria.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O menino Lula

O Kotscho publicou um post no Balaio falando sobre o livro “O Menino Lula” que Audálio Dantas acaba de publicar (Ediouro). Ele fala sobre a trajetória de Lula e de Audálio, ambos migrantes e bem sucedidos nas suas áreas.

Kotscho conta que ao ler o livro, relembrou as histórias que o próprio Lula gostava de contar aos amigos. Dez imagens que ele registrou na memória:
1) Do espanto da jumenta que o agarrou com os dentes e não o queria soltar;
2) Da doença dos olhos que o irritava e só conseguiu curar recentemente, já em Brasília;
3) Do mulungu que continuava em pé quando fui a primeira vez com ele a Caetés, em 1989;
4) Do susto na irmã Maria e a volta repentina ao sertão do pai que havia sumido;
5) Da carta do irmão Jaime para a mãe e a partida da família toda para São Paulo;
6) De Lula e Ziza, o Frei Chico, se aliviando no mato, durante uma parada do caminhão, e quase perdendo o pau-de-arara;
7) Do primeiro carinho do pai quando Lula se machucou com um facão;
8) Do sonho de ser motorista do caminhão amarelo;
9) Da surra de mangueira do pai no irmão e da mãe decidindo o destino dos filhos com a mudança para São Paulo;
10) Da alegria de vestir o primeiro paletó.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O típico paulistano

Recebi uma dessas mensagens repassadas na internet e achei algumas bem interessante. São dicas pra reconhecer um paulistano e achei legal porque estou hospedando uma mineira e uma matogrossense e posso ver bem as diferenças no jeito de falar e se expressar. Selecionei algumas:

VOCÊ SABE QUE ALGUÉM É PAULISTANO QUANDO...

Na fala: chama o semáforo de 'farol'; diz '*bolacha' *em vez de biscoito; diz 'bexiga' em vez de balão; acha que não tem sotaque nenhum; ri do sotaque de todo mundo (gaúcho, carioca, mineiro, nordestinoetc...).

No clima: enfrenta sol, chuva, frio, calor, tudo no mesmo dia e acha legal...

Na praia: fica a temporada no Guarujá, Maresias ou Ubatuba, mesmo que chova
mais do que faça sol; chama Ubatuba de 'Ubachuva'; fala mal da Praia Grande, mas toda virada de ano fica sem dinheiro e acaba indo para lá.

Nas esquisitices: faz fila para tudo (elevador, banheiro, ônibus, banco, mercado, casquinha do MC'DONALDS etc.); repara nas pessoas como se fossem de outro planeta; cumprimenta os vizinhos apenas com 'oi' e 'tchau'; espera a semana inteira pelo final de semana e quando ele chega, acaba não fazendo 'nada';

convida: 'Passa lá em casa', mas nunca dá o endereço.

Principal: ri de si mesmo ao perceber que tudo acima é verdade e encaminha para todos os amigos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lula, Cristo e Judas

Acabei de ler um texto hilário e inteligentíssimo do Ribamar Bessa Freire, que é sociólogo e historiador e na Uerj coordena o Programa de Estudos dos Povos Indigenas da Faculdade de Educação. Em LULA, CRISTO E JUDAS, ele avalia se a tese de Lula sobre a necessidade de alianças até mesmo com Judas é verdadeira ou se ela seria diferente num cenário imaginário criado por ele (Ribamar), no qual Jesus nasceria na Amazônia e seria tentado pelos diabos ainda existentes por ali. Vale a pena. Clique aqui pra ler o artigo todo no blog do Ribamar, o Taqui pra ti.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Saudades do México

Hoje amanheci com saudades do México. Então procurei um vídeo da Lila Downs. A música - La Llorona - é linda. Não consegui inserir o vídeo aqui, mas o link é este:
http://www.youtube.com/watch?v=iq3dJgUyM_c

Quem quiser ver uma coisa bem-humorada do México lá, pode procurar vídeos no Youtube da Regina Orozco.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quem fala sobre qualquer coisa...

A cada dia que passa tenho mais preguiça de ouvir ou ler o que determinadas pessoas tidas como formadoras de opinião falam ou escrevem. A última foi a do Caetano Veloso que declarou que o Lula é analfabeto, não sabe falar, é cafona falando e grosseiro. Tudo isso pra dizer que a Marina Silva não é nada disso, por isso, ele, Caetano, vai votar nela. Se existe uma coisa que eu admiro no Chico Buarque e imagino que ele seja admirado por muitas pessoas pelo mesmo motivo: ele não se presta a falar sobre qualquer coisa em jornais, revistas e televisão só pra aparecer. Coisa que o dito Caetano faz direto. Da minha parte, faço um esforço enrome pra separar o compositor Caetano do grilo falante Caetano, mas confesso que tá cada dia mais difícil. Por enquanto, ele continua de castigo e os CDs dele estão lá no fundo da gaveta.


A íntegra da entrevista está no Estadão de hoje.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pra inglês ver

Ando me divertindo à beça (será que essa expressão é muito antiga?) nas aulas de inglês. É isso mesmo, voltei ao inglês. Mais uma tentativa. Dizem até que já sou PhD em básico de inglês!!! Bem, mas uma das alunas garante a diversão. Alguns meses depois de entrar numa empresa renomada, ela já tem uma lista tão grande de reclamações que é a coisa mais incrível. Em alto-e-bom-som, reclama das irregularidades, da falta de integridade, das práticas viciadas etc. etc. etc. Agora, entre uma entrevista e outra, resolveu escrever um livro em inglês sobre tudo isso. E não é um livro pra inglês ver, não. É real. Com todas as lamúrias, maracutaias e eticéteras a que ela tem direito. É isso. Quem sabe um dia também não resolvo colocar idéias num livrinho. Mas em português mesmo. Quanto ao inglês, acho melhor ir morar fora um tempo pra ver se levo jeito pra coisa.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Naná jogou um feitiço em mim

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Domingão, final de tarde, fui ver Luis Melodia e Naná Vasconcelos juntos no SESC Vila Mariana. Sou fã dos dois, mas só tinha visto de perto o rapaz do Estácio. Quase duas horas depois, saí meio que flutuando daquele lugar. Que show! Naná Vasconcelos. O que é aquilo? Uma criança? um duende? um encantador de pessoas? Fui encantada por ele. Um sorriso de criança no rosto, o prazer a cada nota tirada de seus apetrechos de percussão, a sinceridade e amor com que olhava para o Luis Melodia, coisa de irmão de fé. E eu sei o que é isso, porque tem muita gente com quem a gente se identifica tanto que é como se fôssemos irmãos. E ali, naquelas quase duas horas, parecia que um monte de gente encantada se reuniu pra esquecer que o mundo girava lá fora. É bom demais quando a gente tem essa sensação, não é mesmo?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A 28ª esposa do Thiago de Mello

É isso mesmo. Deu na coluna do Ancelmo Gois, no Globo do dia 22/10: "Thiago de Mello, 83 anos, o grande poeta brasileiro, autor de clássicos como O estatuto do homem e Canto do amor armado, casou-se pela vigésima-oitava vez. A mulher, Poliana, tem pouco mais de 30."

Ora, o fato de a noiva ter pouco mais de 30, é irrelevante. O que salta aos olhos mesmo são as 28 vezes que nosso poeta se aventurou pelos meandros do casamento. Afinal, tem gente que foge de casamento como o diabo foge da cruz. Mas parece que esse não é o caso dele. O que será que ele vê de tão bom nessa instituição tão antiga? Dá pra ver que as coisas não saíram muito bem, afinal, 28 vezes são 28 vezes!


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Boas e curiosas exposições em São Paulo

Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas – 90 propagandas veiculadas em jornais e revistas americanas entre as décadas de 1920 e 1950 mostram que até bebês eram utilizados para vender cigarros. Associado ao glamour, fumar teve como propagandistas ídolos do cinema como John Wayne, Marlon Brando, Humphrey Bogart entre outros. Na exposição quem fuma e quem não fuma pode ver como a indústria vendia seu produto. Tudo começou como um hobby de um médico, que aos poucos se deu conta de que ali não havia nada de inocente. Pelo contrário. Onde e quando: na livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073. Tel.: 3170-4033). De seg. a sáb., 9h/22h; dom. e feriados, 9h/18h. ). Grátis. Até 26/10.


A Humanidade em Guerra – a mostra é comemorativa aos 150 anos da Cruz Vermelha e aos 60 anos da revisão das Convenções de Genebra (normas de proteção a civis e prisioneiros de guerra) e apresenta os trabalhos de fotógrafos que estiveram presentes nas guerras e conflitos que abalaram o mundo nos últimos 150 anos. As imagens são fortes e mostram mulheres, crianças, homens diante da brutalidade da guerra. Mas mostra também a força do ser humano nos campos de batalha. Na matéria do Estadão de domingo, o fotógrafo Ron Haviv, um dos profissionais que integram a exposição disse que a mostra serve para
mostrar que "a vida das vítimas que aparecem no noticiário continua depois que elas saem das manchetes". Onde e quando: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas 542 - Centro). Até 15/11. De terça-feira a sábado das 12hs às 20hs. Entrada Franca. (foto: H.D.Finck)


A Invenção de um Mundo Artes Visuais – a mostra de fotografias apresenta 127 obras de 30 artistas do acervo da Maison Européenne de la Photographie, que extrapola a simples documentação fotográfica, mesclando processos alternativos de impressão e novas tecnologias. Dividido em partes, a exposição explora A Invenção da Memória, O Eu Reinventado, Invenção de um Sonho, A Invenção da Forma, Invenção das Certezas, entre outras. Poemas, vídeos e música são alguns dos recursos utilizados na exposição. Onde e quando: Itau Cultural (Av. Paulista, 149). Até 13/12. De terça a sexta, das 10h às 21h e sábs., doms. e feriados, das 10h às 19h. Entrada franca. (Foto: La neige qui brule, Bernard Faucon)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dia do doce de leite???


Pois é, ontem, dia 13 de outubro, os argentinos comemoraram o dia do doce de leite. No país vizinho, além do doce, fazem parte do patrimônio gastronômico o mate, as empanadas e o assado.

Já no Brasil, entre os nossos patrimônios imateriais estão os ofícios das paneleiras de Goiabeiras (panelas pretas do Espírito Santo) e o das baianas do acarajé, além do bolo Souza Leão e do bolo de Rolo (de Pernambuco), o modo artesanal de fazer o queijo de Minas (regiões do Serro e da Serra da Canastra e da Serra do Salitre, em Minas), entre outros.

Outros patrimônios culturais nacionais são o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (PA), o Samba de Roda (Recôncavo Baiano), a Feira de Caruaru (PE), o Frevo e o Maracatu (PE), o Tambor de Crioula (MA), as matrizes do samba: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo (RJ), entre outros.

A nota sobre o dia do doce de leite que li no jornal argentino La Gaceta, diz que a origem do doce é desconhecida e que cada um dos países que tem a iguaria em sua tradição gastronômica conta uma história diferente sobre a origem do doce.

Sobre o assunto, vale a pena ler o artigo Os doces de leite na América Latina, da antrópoga e pesquisadora Esther Katz, publicado no site do Slow Food, no qual ela registra que o doce de elite não é exclusividade dos países da América do Sul e que ele recebe diferentes nomes como dulce de leche, manjar blanco, cajeta, arequipe mumu, e outros.

E só pra registrar, o doce de leite mais gostoso que comi nos últimos tempos foi o do Mocotó, o restaurante de comida nordestina que fica na Vila Medeiros. D-E-L-I-C-I-O-S-O. De lamber os dedos! A foto é dos tachinhos de doces de lá.

sábado, 10 de outubro de 2009

O cheiro da comida de casa

Alguém comentou comigo sobre um artigo de alguém, publicado em algum lugar (parece que a memória anda fraca?), que falava sobre o cheiro da comida de casa. Coincidiu que eu estava lendo o livro A morte do Gourmet, que conta a estória de um crítico gastronômico que descobre ter pouco tempo de vida e começa a tentar descobrir qual foi a comida que mais o marcou.

Bem, tudo isso pra dizer que na casa da minha família, quando se fazia a comida de “festa” como sushi, sashimi e outras comidas frias, poucos cheiros ficavam pelo ar. Exceções para o gengibre ralado e o caldo de shoyu no qual se cozinhava umas tiras de nabo hidratado que se usava pra rechear o maki-zushi (aqui popularizado como “pneu” porque o arroz vem enrolado na alga).

Mas alguns cheiros e gostos da infância e da adolescência a gente nunca esquece mesmo. O arroz era cozido na panela especial, elétrica, e quando a gente abria a tampa, subia aquela nuvem de vapor, super cheiroso. Arroz branco, grudadinho (o famoso Unidos venceremos!), servido nas tigelinhas pra servir de base para o okazu (mistura).

Inesquecível mesmo era o carê (creme de curry) que minha mãe fazia e que por muitos anos depois de todos termos partido pra tocar nossas vidas, continuávamos pedindo pra ela fazer. Numa panela ela cozinhava carne moída, cenoura e batata em cubinhos e depois engrossava com uma mistura de curry e farinha de trigo tostados. Lembro que era bem apimentado. Pegávamos com uma concha e cobríamos o arroz bem quente. Era uma comida dos deuses. Me deu até água na boca, só de lembrar!

O pior mesmo é que na vida adulta a gente fica perseguindo esses gostos e cheiros e dificilmente encontra. Vejo amigas que tentam agradar seus companheiros fazendo um prato mais que comentado e no fim ouvem o famoso “não é igual ao da minha mãe, mas tá bom” Não soa como prêmio de consolação?