domingo, 22 de julho de 2012

Caracas II - Passeando por Caracas




A geografia de Caracas lembra um pouco a do Rio de Janeiro. Muitos morros ocupados por favelas e as vias contornando esses morros. Este morro da foto, tem um teleférico que liga ao centro da cidade. As distâncias são longas, mas nem dá pra sentir nas corridas de táxis, porque com o valor que se paga por um litro de gasolina no Brasil, na Venezuela se enche um tanque. 36 litros = 1 dólar. Por essa razão muita gente tem carro e o trânsito é verdadeiramente infernal.
Os ônibus são muito, muito feios. São velhos e a aparência não é nada convidativa. Alguns surpreendem. Por fora horrível, e por dentro, todo remodelado, com estofamentos novos etc. Andei em algumas "camiñonetas" como eles chamam os ônibus. Alguns eram mesmo detonados, mas outros, um conforto só. Música alta o tempo todo: Salsa, merengue e reguetón, que são música típicas da Venezuela. O percurso é escrito no parabrisa do ônibus. Os táxis podem ser coletivos ou individuais, de acordo com o bolso e o gosto do freguês.
O centro de Caracas é muito bonito, com seus edifícios históricos, igrejas, museus, praças etc. A Candelária, no centro da cidade, é uma festa para os olhos. Lojas populares, sebos, mesas de dominó na rua, lojas de piñatas, que são bonecos gigantes e outros formatos que se usam nas festas infantis, recheadas de balas e confeitos. O aniversariante estoura o boneco e as guloseimas se esparramam pelo chão. Ali na Candelária também fica a La Cocina de Francy que faz uma releitura da comida do país. O ambiente é de muito bom gosto, moderno, que destoa completamente do restante do bairro. A comida dali é excelente. Indicação da Zinnia, do blog La Comensal.

No centro também vi a exposição Libertarios y libertarias Nuestroamericanos na casa onde nasceu Simón Bolivar. Entre os homenageados, estavam Camilo Torres, Che,  Paulo Freire e outros. Paulo Freire foi retratado pelo pintor venezuelano Tomás Salazar. 




Arte mural na lateral do estádio de basebol, esporte nacional.


Festival nacional de cultura infantil e juvenil, com apresentações em quase todos os espaços públicos.

 

Pátio central do Museu de Belas Artes

No bairro central da Candelária, inúmeros sebos e mesas de xadrez ocupam os baixos de um viaduto.

Nenhum comentário: