segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Um dia enchendo linguiça

Minha irmã e eu fomos convocadas por uma das cunhadas pra ajudar a destrinchar um porco que ela havia mandado matar em Santana do Parnaíba. Apesar de morar na área urbana de Guarulhos, ela gosta de viver à moda do sítio. Tem fogão a lenha na cozinha e sonhava em cortar um porco inteiro como se faz nos sítios. Bem, minha irmã e eu já tínhamos passado por isso quando morávamos em Atibaia e nosso pai matava porco uma vez ou outra. Repetimos todas as tarefas: limpar, tirar a banha, fazer os torresmos, separar as carnes, cozinhar os pedaços de carne na banha, fazer linguiça etc. A tarefa de fazer chouriço, que é mais barra pesada, ficou pra uma tia da minha cunhada. Ajuda muito bem vinda, por sinal. Afinal, mexer com tripas, sangue etc. não é pra qualquer um! Precisa ter estômago.



Baixa tecnologia. Aro improvisado pra encher linguiça.


Parte da produção de um dia inteiro, posta pra secar/defumar sobre o fogão a lenha.


As carnes fritando pra depois serem guardadas na banha durante muito tempo. Tudo à moda antiga.

O oásis fica dentro de São Paulo

Dá pra ter uma idéia de onde fica esta beleza?

Tem jaqueira, caquizeiro, jaboticabeiras (um monte), pitangueiras e outras fruteiras
Hoje, pela primeira vez, consegui colher várias jaboticabas e fiz a festa.
Pois é, este oásis fica no colégio Madre Cabrini, na estação Vila Mariana do Metrô. Vou nadar lá duas vezes por semana e fico namorando as jaboticabeiras. Mas como os alunos são muitos, sobra pouco pra gente e para os passarinhos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A história de Gino Meneghetti por Mouzar Benedito

Taí, uma história que deve ser pra lá de interessante. O personagem existiu de verdade, chegou ao Brasil na leva de imigrantes italianos que baixou em São Paulo pra trabalhar nas fábricas. Este Meneghetti era um tipo de Hobbin Hood "do asfalto", dizia que só roubava de quem tinha, ou seja, dos ricos (mas acho que não distribuía para os pobres). Fez de seus roubos e fuga, uma verdadeira arte. Tanto fez que acabou famoso.

E pra contar essa história, a editora não poderia ter encontrado um autor mais irreverente que o Mouzar.

O lançamento de Meneghetti - honestamente ladrão (Ed. Boitempo) é hoje, 28 de janeiro, às 19:00h na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915). Se não cair o pé-d'água do fim de tarde, estarei lá.

Agora a gente nem pode mais brincar com o povo de Belém. A gente vivia dizendo que em Belém marcam os compromissos pra antes e depois da chuva. Aqui, quando chove, a gente nem vai!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Os quadrados de Patricia Woll

Uma dica legal é a exposição da Patti, Patricia Woll, uma alemã que já rodou por uma boa parte do mundo e veio bater aqui entre nós. A artista foi aprimorando sua técnica e vai expor uma parte dos trabalhos a partir do dia 2 de fevereiro, no Bar Balcão. São 20 quadrados de 30 x 30, resultando em uma rica mistura de pintura, carimbos, retalhos, achados, bordados etc.

Vale a pena ver a exposição e conhecer a Patti.

Bar Balcão
2 de fevereiro, terça - a partir das 19hs.
R. Dr. Melo alves, 150

A Vaca Varal da Sylvia Masini

Ai, que preguiça de atualizar o blog! Ai, que preguiça de sair de casa! Ai, que preguiça! Tô mais pra Dorival Caymmi na sua rede do que pra outra coisa. Mas a gente tem que pegar, nem que seja no tranco, não é mesmo?

Então, taí, segue a obra da amiga Sylvia Masini, fotógrafa, que decorou esta Vaca Varal pra Cow Parede (fica na Oscar Freire, entre a Augusta e a Haddock Lobo). Até pensei que ela ia fazer um varal de fotos, mas é de calças mesmo!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pra ajudar o povo e a cidade de Sao Luiz do Paraitinga


A moçada da Sosaci, a Sociedade dos Observadores de Saci, que foi fundada em Sao Luiz do Paraitinga em 2003, também participa do movimento de solidariedade aos desalojados e para reconstruçao da cidade. Quem puder, pode participar de duas formas: depositando uma grana no Banco do Brasil (agência 76-0 e conta corrente 202020-3) ou doar mantimentos, material de limpeza e higiene, roupas e utensílios.

Mantimentos: macarrão, molho, papinha de neném, legumes, farinha, óleo, sal, açúcar, ração de animais, arroz, feijão, água...

Material de Limpeza e higiene: Papel higiênico, sabonete, rodo, vassoura, detergente, sabão em pó e pedra, desinfetante, panos, baldes, pasta de dente, sabonetes...

Utensílios:
Talheres, mamadeira, fraldas adulto e infantil, fósforo, pratos, panelas, copo, tupperware, potes, sacola plastica...

Roupas:
Todos os tipos, de bebê a adultos. Inclusive roupas de cama, mesa e banho, sapatos, bolsas, mochilas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

As enchentes e a desgraça anunciada

Estou viajando há 15 dias e nao consegui entrar muito na internet. Feriados, cybers fechados etc. Aos poucos fui me inteirando da situacao que as chuvas provocaram no Brasil. É uma tristeza só! Ano após ano a gente vê a situacao se repetir. Mais e mais pessoas sendo expulsas das áreas urbanas pra viver nas encostas de morros, em favelas, em áreas de risco. Se elas sabem que é área de risco, devem saber, mas é o mais perto da cidade onde conseguem morar. Nós, classe média, ficamos nos nossos apartamentos só assistindo. Às vezes, com diz o Mário Viana, juntamos roupa, remédios e comida nao-perecível pra mandar para os desabrigados. É o máximo que conseguimos fazer?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Em Colonia Del Sacramento



É um lugar muito bonito. Vale a pena. Depois posto mais algumas fotos.

Sumiço total. Aparición porteña.

No corre-corre da última semana de trabalho tive que ir pra Brasília e ali fiquei uns pares de dias. Logo em seguida, viajei pra Buenos Aires e agora estou em Colonia Sacramento. Passear por Buenos Aires é sempre bom, nao é mesmo?

Andando um dia por Palermo, eis que me deparo com a loja da Paty Difusa!!! Aqui é Patidifusa. Vejam só a foto da loja. É de sapatos. Modernos, pero no mucho!

Resolvi fazer roteiros que deixamos de lado quando temos poucos dias numa cidade. Foi ótimo, porque nao tinha aquela pressao de conhecer os pontos turísticos. É claro que alguns lugares a gente precisa ver de novo. San Telmo, Palermo etc.

É incrível como aqui convivem o velho e o novo. Novas livrarias ao lado de antigas. Novos bares, ao lado de bares superantigos. Estas duas ficam na Av. Santa Fé.



Agora estou em Colonia Del Sacramento, no Uruguai. É lindo. Parece casinha de boneca.
Vejam algumas fotos no post seguinte.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Contra a anistia aos torturadores

Já estão sendo coletadas assinaturas no manifesto ao Supremo Tribunal Federal contra a anistia aos torturadores, sequestradores e assassinos dos opositores à ditadura militar. O STF vai julgar se a Lei de Anistia se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar.

Pra conhecer o manifesto e assinar a petição, entre no site Juízes pela Democracia.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Por que não assinar a Folha

Está em andamento uma campanha pra cancelamento da assinatura da Folha e do UOL - que tá incomodando um bocado as duas empresas, mas eu acho que também é preciso ter uma resposta pronta para os telemarketing da vida que ficam ligando e insistindo pra gente assinar o jornal.

Mesmo depois de dizermos diversas vezes que não temos interesse em assinar o jornal, o operador do telemarketing continua insistindo. Então, segue uma sugestão de resposta pra por fim à conversa:

"Não vou assinar a Folha porque a empresa emprestou carros para transportar presos políticos na época da ditadura, faz campanha declarada para o Serra e fica dizendo que é imparcial, mas publica mentiras e notícias distorcidas. Ponto final".

Blogueiro notificado pela Folha: "Intimidação"

Em entrevista publicada no blog Vi o Mundo, do Azenha, o blogueiro Antonio Arles explica que recebeu notificação da Folha e do UOL para retirada das respectivas marcas do blog Arlesofia ( leia-se retirada da campanha para cancelamento das assinaturas dos dois veículos). Arles ficou injuriado, assim como milhares de pessoas, com a publicação pela Folha do artigo de Cesar Benjamim sobre o presidente Lula.

Leia a entrevista no Vi o mundo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

30 anos do Lira Paulistana na Praça Benedito Calixto

à frente, Riba de Castro, um dos ex-sócios
do Lira; ao fundo, o Língua de Trapo

À direita, Wandi Doratiotto, do Premê


Vange Milliet, do Isca de Polícia



O revival que a moçada do antigo Lira Paulistana tá fazendo na cidade tá bem interessante. Hoje teve show na praça Benedito Calixto com Isca de Polícia, Premeditando o Breque, Lingua de Trapo, Passoca e outros. Na platéia, muita gente de cabelo branco (afinal, no tempo do Lira, essa moçada já estava perto dos 30), Muito careca, muitos mais gordinhos do que nos lembrávamos etc. É o tempo cobrando o dízimo.


O Lira foi um teatro/bar que funcionou na rua Teodoro Sampaio,em Pinheiros, do final dos anos 70 até meados dos anos 80 e lançou muito músico na cena cultural. Um dos músicos que passaram por ali, foi Tiago Araripe, de Fortaleza. Eu gostava do som dele. Tive o disco Cabelos de Sansão (que agora foi relançado em CD). Como muita gente daquela geração, ele não teve seu trabalho reconhecido. Mas acho que faz parte.

O show de hoje foi ótimo pra rever alguns ex, muitos amigos, conhecidos, ex-colegas de faculdade. O som, tava sofrível, mas só de ver os músicos em cima do palco, já pagou o show.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O decálogo de Santi Santamaria

Este decálogo peguei emprestado do blog "La Cocina y la Vida", do chef catalão Santi Santamaria. Quem acompanha um pouco as novidades na área gastronômica, sabe que Santamaria é o oposto de Ferrán Adriá, o outro catalão. Santamaria prega o respeito à natureza, já Adriá, defende as inovações na gastronomia. Vejam o decálogo do Santamaria, postado no dia 24 de novembro.

Decálogo del cocinero del siglo XXI

Por supuesto, esto no es un decálogo, entre otras razones porque contiene veinte mandamientos, y no diez, pero cada cual puede tachar lo que no proceda:

1. Nada puede parecerse a lo que es.
2. Presenta al revés el resultado de tu pensamiento lógico.
3. Empieza de cero, como si sufrieras amnesia.
4. Inspírate en lo más lejano.
5. Si sorprendes, triunfarás.
6. Huye de lo identitario.
7. Opta por lo desconocido y olvídate de lo reconocido.
8. Menos es más: mejor escaso que abundante.
9. Entre lo informal y lo formal, no lo dudes: ¡desmelénate!
10. ¿Líquido o sólido? Convierte lo líquido en sólido y lo sólido en líquido.
11. Comer con los dedos es un arte.
12. Frente a un alga o una patata, siempre el alga.
13. Si necesitas polvos para hacer magia culinaria (colorantes, aromatizantes, gelificantes, potenciadores del sabor, etc.), úsalos: son ingredientes naturalmente químicos.
14. Camina de la mano de la ciencia: convierte tu cocina en un laboratorio.
15. No seas payés y abraza las marcas, que salvarán al mundo de su actual desorientación.
16. Apúntate a todos los espectáculos gastronómicos: sin ellos, sólo cocinarías, y hoy es necesario desfilar por la pasarela para seducir.
17. La tradición es la memoria y la innovación, el futuro: apuesta siempre por el futuro.
18. No te olvides de tener siempre a mano agua San Pellegrino y café Nespresso.
19. Haz lo que sea por salir en la foto con los habituales.

Ah, y el último, el número 20, que los resume a todos: no te olvides nunca de hablar mal de Santi Santamaria.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O menino Lula

O Kotscho publicou um post no Balaio falando sobre o livro “O Menino Lula” que Audálio Dantas acaba de publicar (Ediouro). Ele fala sobre a trajetória de Lula e de Audálio, ambos migrantes e bem sucedidos nas suas áreas.

Kotscho conta que ao ler o livro, relembrou as histórias que o próprio Lula gostava de contar aos amigos. Dez imagens que ele registrou na memória:
1) Do espanto da jumenta que o agarrou com os dentes e não o queria soltar;
2) Da doença dos olhos que o irritava e só conseguiu curar recentemente, já em Brasília;
3) Do mulungu que continuava em pé quando fui a primeira vez com ele a Caetés, em 1989;
4) Do susto na irmã Maria e a volta repentina ao sertão do pai que havia sumido;
5) Da carta do irmão Jaime para a mãe e a partida da família toda para São Paulo;
6) De Lula e Ziza, o Frei Chico, se aliviando no mato, durante uma parada do caminhão, e quase perdendo o pau-de-arara;
7) Do primeiro carinho do pai quando Lula se machucou com um facão;
8) Do sonho de ser motorista do caminhão amarelo;
9) Da surra de mangueira do pai no irmão e da mãe decidindo o destino dos filhos com a mudança para São Paulo;
10) Da alegria de vestir o primeiro paletó.