quinta-feira, 4 de março de 2010
Coisa de goiano
O "Tem base?" também é famoso por lá. Tradução: "Pode uma coisa dessas?". O sol em Goiás é forte, todo mundo sabe. É tão forte que "Chega dói". Se o sujeito vai a Goiânia, sempre pode se abrigar na sombra de uma arvrinha. Ou de uma arvrona. Se quiser se refrescar, sempre pode lavar o rosto no córgo.
Se você quiser saber se o goiano vai à festa, a resposta vai ser algo parecido com "Uai, vô!". Se a porção de comida é muito grande, o goiano vai dizer "Num dô conta". Mas "I don't understand" em Goiás também é "Num dô conta!". E por aí vai. Assim que o goianês estiver decorado, pode comprar a passagem!
Passei o Carnaval com um grupo animadíssimo de goianos e pude matar a saudade desses e de outros "jeitos" de falar da moçada. O goiano é super receptivo, ele só não dá jeito naquele calorão dos infernos!!!!!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Meditação andando
Concentração é tudo. Cortar legumes pensando na agenda lotada, é dedo cortado na certa; costurar prestando atenção na televisão, é dedo espetado na certa; tirar o bolo do forno pensando na feira, é dedo queimado na certa. E por aí vai.
Estar presente é uma das coisas mais difíceis em tempos de agenda cheia e tempo curto.
Mas vale tentar. Quem quiser começar, pode ler o livro Meditação Andando: Guia para a Paz Interior, do mestre zen budista THICH NHAT HANH (da Ed. Vozes). É bem fininho, só pra animar!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Pra ajudar o povo e a cidade de Sao Luiz do Paraitinga
A moçada da Sosaci, a Sociedade dos Observadores de Saci, que foi fundada em Sao Luiz do Paraitinga em 2003, também participa do movimento de solidariedade aos desalojados e para reconstruçao da cidade. Quem puder, pode participar de duas formas: depositando uma grana no Banco do Brasil (agência 76-0 e conta corrente 202020-3) ou doar mantimentos, material de limpeza e higiene, roupas e utensílios.
Mantimentos: macarrão, molho, papinha de neném, legumes, farinha, óleo, sal, açúcar, ração de animais, arroz, feijão, água...
Material de Limpeza e higiene: Papel higiênico, sabonete, rodo, vassoura, detergente, sabão em pó e pedra, desinfetante, panos, baldes, pasta de dente, sabonetes...
Utensílios: Talheres, mamadeira, fraldas adulto e infantil, fósforo, pratos, panelas, copo, tupperware, potes, sacola plastica...
Roupas: Todos os tipos, de bebê a adultos. Inclusive roupas de cama, mesa e banho, sapatos, bolsas, mochilas.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
As enchentes e a desgraça anunciada
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Por que não assinar a Folha
Está em andamento uma campanha pra cancelamento da assinatura da Folha e do UOL - que tá incomodando um bocado as duas empresas, mas eu acho que também é preciso ter uma resposta pronta para os telemarketing da vida que ficam ligando e insistindo pra gente assinar o jornal.
Mesmo depois de dizermos diversas vezes que não temos interesse em assinar o jornal, o operador do telemarketing continua insistindo. Então, segue uma sugestão de resposta pra por fim à conversa:
"Não vou assinar a Folha porque a empresa emprestou carros para transportar presos políticos na época da ditadura, faz campanha declarada para o Serra e fica dizendo que é imparcial, mas publica mentiras e notícias distorcidas. Ponto final".
Blogueiro notificado pela Folha: "Intimidação"
Leia a entrevista no Vi o mundo.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O típico paulistano
VOCÊ SABE QUE ALGUÉM É PAULISTANO QUANDO...
Na fala: chama o semáforo de 'farol'; diz '*bolacha' *em vez de biscoito; diz 'bexiga' em vez de balão; acha que não tem sotaque nenhum; ri do sotaque de todo mundo (gaúcho, carioca, mineiro, nordestinoetc...).
No clima: enfrenta sol, chuva, frio, calor, tudo no mesmo dia e acha legal...
Na praia: fica a temporada no Guarujá, Maresias ou Ubatuba, mesmo que chova
mais do que faça sol; chama Ubatuba de 'Ubachuva'; fala mal da Praia Grande, mas toda virada de ano fica sem dinheiro e acaba indo para lá.
Nas esquisitices: faz fila para tudo (elevador, banheiro, ônibus, banco, mercado, casquinha do MC'DONALDS etc.); repara nas pessoas como se fossem de outro planeta; cumprimenta os vizinhos apenas com 'oi' e 'tchau'; espera a semana inteira pelo final de semana e quando ele chega, acaba não fazendo 'nada';
convida: 'Passa lá em casa', mas nunca dá o endereço.
Principal: ri de si mesmo ao perceber que tudo acima é verdade e encaminha para todos os amigos.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Pra inglês ver
Ando me divertindo à beça (será que essa expressão é muito antiga?) nas aulas de inglês. É isso mesmo, voltei ao inglês. Mais uma tentativa. Dizem até que já sou PhD em básico de inglês!!! Bem, mas uma das alunas garante a diversão. Alguns meses depois de entrar numa empresa renomada, ela já tem uma lista tão grande de reclamações que é a coisa mais incrível. Em alto-e-bom-som, reclama das irregularidades, da falta de integridade, das práticas viciadas etc. etc. etc. Agora, entre uma entrevista e outra, resolveu escrever um livro em inglês sobre tudo isso. E não é um livro pra inglês ver, não. É real. Com todas as lamúrias, maracutaias e eticéteras a que ela tem direito. É isso. Quem sabe um dia também não resolvo colocar idéias num livrinho. Mas em português mesmo. Quanto ao inglês, acho melhor ir morar fora um tempo pra ver se levo jeito pra coisa.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A 28ª esposa do Thiago de Mello
Ora, o fato de a noiva ter pouco mais de 30, é irrelevante. O que salta aos olhos mesmo são as 28 vezes que nosso poeta se aventurou pelos meandros do casamento. Afinal, tem gente que foge de casamento como o diabo foge da cruz. Mas parece que esse não é o caso dele. O que será que ele vê de tão bom nessa instituição tão antiga? Dá pra ver que as coisas não saíram muito bem, afinal, 28 vezes são 28 vezes!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
O bar mudou pra calçada
Patty Difusa, esperta que é, já descobriu que as calçadas estão ficando muito interessantes! Ou seja, a união de bebida, cigarro e papo parece que está ganhando a parada. Pobres dos não fumantes, que ganham no quesito qualidade do ar, mas perdem no quesito paquera.
terça-feira, 21 de julho de 2009
E ele gritou
sexta-feira, 26 de junho de 2009
O novo homem
E por falar em novo homem, assisti à peça escrita pelo Contardo Caligaris - O Homem da Tarja Preta - sobre o novo homem e suas agruras. Agrura mesmo foi ficar até o fim, a peça era cheia de clichês. Só fiquei até o fim em respeito ao ator, o Ricardo Bittencourt, que era muito bom. A gente vai ao teatro ou ao cinema movido por um diretor, por um roteirista, por um ator. E chega lá...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
E Cuba retoma seu lugar entre os estados americanos
Gostei do que disse o embaixador brasileiro na OEA. "Enterramos o cadáver insepulto que era um obstáculo para um sistema interamericano inclusivo e solidário."
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Em Volta Redonda, abraçar é o bicho!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
As marcas de cada um
Rever essas fotos me deu uma panorâmica da minha vida. Do começo, no seio de uma família de imigrantes que foi parar nas plantações de café, saga trilhada por milhares de famílias, até a vinda para São Paulo, os estudos, a independência, até chegar onde me encontro hoje. E isso me fez lembrar de um texto do Osvaldo Orico, que escreveu o livro Cozinha Amazônica (publicadoe m 1972), que dizia que o que o moveu a escrever o livro, "é o lado sentimental que, em todo indivíduo, aumenta as marcas deixadas pelas paisagens, costumes e gulodices da infância..."
terça-feira, 5 de maio de 2009
Palmeirenses, cuidado com o Serra!
Moral da história: nada de sair por aí beijando porcos.
O Serra é palmeirense. E o símbolo do Palmeiras é o porco. Então, palmeirenses, o que é que vocês estão esperando pra dar um chega pra lá nesse cara?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
O show na igreja
Mas hoje não é mais assim. Os que não frequentam a igreja ficaram surpreendidos com as modernidades introduzidas na missa. Não chega aos pés do espetáculo-missa do padre Marcelo, mas era uma tentativa infeliz. O padre, um misto de regente da palavra de Deus e de animador de palco orientava o rebanho "Agora vamos acenar", "Agora vamos cantar". Pra ajudar, ao lado do altar, um telão enorme mostrava as músicas em letras garrafais. Depois da comunhão, pasmem! Entrou no ar, digo, no telão, o "Informativo Paroquial", um arremedo de telejornal. Então, entre uma parte e outra da missa, você assiste ao telejornal com as últimas daquela igreja. "Parabéns ao padre tal que faz aniversário este mês", "Começa o curso de catequização", entre outras importantes informações que nenhum paroquiano deve ignorar.
O show parecia interminável, mas pelo o Corinthians não fez feio.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Curiosidades da nossa língua

Recebi o tão esperado VOLP, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portugesa, com a adaptação ao acordo ortográfico que a Academia Brasileira de Letras acabou de fazer. Não se trata de um dicionário, mas de uma lista de 340 mil verbetes com a forma correta de grafar as palavras.
Bom, folheando o VOLP pra tentar entender um pouquinho das novas regras para o uso do hífen, encontrei coisas curiosíssimas. Imaginem vocês que existe cerca de 300 tipos de capim. Isso mesmo. Querem uns exemplos? Capim-gigante-das-baixas, capim-de-andar, capim-de-frei-Luis, e por aí vai. E formiga-de-quatro-picadas? E a fava-de-santo-inácio-falsa? E a crejeira-do-peru? E o gafanhoto-soldado? E o que dizer da grama-ordinária? Essa nossa língua é curiosa demais!
O feijão, por sinal, tem aos montes. Encontrei alguns nomes mais que interessantes: feijão-mãezinha, feijão-bravo-mata-cabrito, feijão-sem-rival, feijão-cem-por-um, feijão-cabelo-da-índia, feijão-come-se-tudo, feijão-de-pombinha etc.
E vou continuar folheando as 970 páginas do dito VOLP atrás de mais surpresas.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Voltei.
O Fórum é aquela babel que muita gente já teve a sorte de presenciar. Milhares de idéias circulando, experiências sendo trocadas, militantes de movimentos sociais do mundo todo mostrando um pouco do trabalho que realizam em seus países etc. É revigorante ver tanta gente se mexendo mundo afora, seja de organizações não governamentais como dos governos também.
Ouvir Marina Silva é sempre bom, ainda mais na própria região que ela tanto luta pra defender. Ao sair do governo ela perdeu as amarras oficiais e voltou à militância que marcou e marca sua vida. Ouvir os índios sobre suas necessidades e novas necessidades a partir das demarcações de suas terras também é muito interessante. É um Brasil que a gente pouco conhece, que nós, dos grandes centros, ignoramos. O Brasil pensa que conhece o Brasil com a pasteurização carioca-paulistana que a Globo apresenta em suas novelas, mas o Brasil real é bem outro.
Participar desses eventos que trazem gente de todas as partes é uma injeção de ânimo. Ajuda a gente a perceber que tá no caminho certo e que ainda tem muita gente no planeta interessada em conhecer novas experiências.