segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
As mulheres fortes do PT
Uma homenagem à Caneca
Por Nonô Nolêto
Na história do PT vimos sempre a participação de muitas mulheres - jovens, adultas, idosas - participando de todos os seus momentos de lutas, de vitórias, de derrotas e de muita utopia. No PT, homens e mulheres iniciaram uma nova forma de tratamento e começaram a se chamar de companheiros. Vivi esses primeiros momentos e me sentia muito importante, valorizada e até emocionada quando ouvia me chamarem de "companheira". Com o tempo, isso foi ficando normal e tornou-se parte de nosso vocabulário, de nossa rotina de caminhada. Homens e mulheres - companheiros e companheiras - construindo, juntos, uma nova história para o Brasil.
Também era comum as companheiras levarem seus filhos pequenos pras reuniões, porque não tinham com quem deixá-los. Mas, no PT, mesmo criando algumas dificuldades pelos obstáculos provocados em um ou outro momento e mesmo os cuidados que requerem, todas as crianças eram também recebidas com carinho e com respeito. E foi assim que naturalmente fomos formando, também, não só um número maior de mulheres políticas como também de jovens políticas. Novas lideranças foram formadas muito cedo no PT. Como costuma me dizer a Marina Sant' Anna, brincando, sobre a participação de meu filho Olavo, muito jovem ainda, na política: "Esse menino ficava todo o tempo correndo e pisando nos pés da gente".
Há muitos anos, fiquei também indignada e não escrevi nada sobre uma situação que foi explorada pela mídia nacional: a situação das primeiras-damas de todo o País e o nepotismo na política.
Nessa época, então - por volta do ano 2001 - pegaram para cristo - ou seja, crucificar - a primeira-dama de Goiânia, Maria Tereza Canezim Guimarães, esposa do prefeito Pedro Wilson Guimarães - a nossa querida companheira carinhosamente apelidada de "Caneca" pelos que conviveram com ela ainda nos tempos de estudante.
Caneca era companheira de Pedro Wilson também na elaboração política, nos estudos e na construção de um novo projeto político para Goiânia. Não aceitou ficar apenas ao lado. Caminhou junto. Tinha acúmulo de estudos e de experiência que a permitiam participar ativamente como uma companheira de lutas e não apenas primeira-dama. Aliás, ela nunca aceitou esse papel e o questionava sempre, porque acredita que as pessoas elegem o presidente, o governador, o prefeito e os seus vices, mas nunca as suas mulheres. Não existe esse cargo ou função política pública de "Primeira-Dama". Assim como hoje, Dilma não tem o seu "Primeiro-Cavalheiro".
Caneca, também uma Doutora (aliás, ela era e é muito mais que uma simples doutora - e nem sei mesmo quais e o tamanho da quantidade de cursos e especialidades que acumula -, é orientadora de doutorandos na Universidade Federal de Goiás), como "Dona" Ruth, ex-primeira-dama de Fernando Henrique Cardoso. Mas, ao contrário daquela, que submeteu-se a trabalhar apenas na área social da política, Caneca ousou trabalhar em uma outra área da administração municipal, na gestão de seu marido. Abriu mão das vantagens do cargo de "Primeira-Dama", onde poderia contar com os serviços de um motorista exclusivo, um carro, uma sala, um cargo de Presidente da Sociedade Cidadão 2.000 - uma OVG se o caso fosse em nível estadual -; um monte de secretárias com ar condicionado, telefones etc.
Caneca quis contribuir com o que sabia fazer melhor: planejar. É uma expert nessa área. Caneca nunca apareceu com modelitos de costureiros famosos e nem mesmo trocou o modelo do corte de cabelo, que mantém há décadas. Linda, simples mas naturalmente elegante, e sábia como poucas mulheres e homens conseguem ser, Caneca trabalhava diuturnamente como Assessora de Planejamento no Governo de seu marido. Conseguiu reunir os mais bem preparados pensadores que apoiavam a gestão de Pedro Wilson e os liderou num estudo que resultou num espetacular projeto de ação integrada, dividindo e unificando todos os setores da administração municipal de Goiânia à época. Um trabalho exemplar.
Não tinha carro por conta, nem secretárias, telefones etc; o seu salário era menor do que poderia ser se assumisse como presidenta da área social da Prefeitura. Caneca era a mais discreta figura de todo o governo municipal e de todas as histórias de primeiras-damas que conheci em meus mais de 36 anos de exercício do jornalismo. Mas a grande imprensa - e nem e média ou a nossa imprensa regional que a conhecia muito bem - não a perdoou por ser uma mulher inteligente e que não se subjugava aos velhos conceitos. Execrou-a publicamente em todo o País. Colocou-a numa posição de mera oportunista e aproveitadora de uma prática nepotista de seu marido. A campanha de difamação foi de tamanha envergadura, misturando-a a outros casos de reais nepotistas, que Caneca - a grande e humilde sábia - preferiu desistir e entregar o seu cargo, para não prejudicar o trabalho de seu companheiro de vida e de lutas; para não prejudicar todos os outros companheiros e comp anheiras.
Entregou o cargo mas não deixou que colocassem a sua cabeça na guilhotina.
Caneca renunciou a uma participação formal no governo, para continuar colaborando como anônima companheira, mas de cabeça erguida, como uma grande dama que sempre foi e será.
Minha líder.
Viva a Caneca!
Viva a Mariza Letícia!
Viva todas as mulheres companheiras de luta e de sonhos!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Privatizações na berlinda, por Aloysio Biondi
"O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro chegou à conclusão de que a venda do Banerj ao Itaú, por 300 milhões de reais, ridículos tostões, deixou uma dívida de fantásticos 9 bilhões de reais ao governo do Estado. Uma cifra correspondente apenas à tal “parte podre” que a privatização de FHC deixa para Estados e União na venda de suas empresas, enquanto os “compradores” ficam com a parte lucrativa. Somando-se essa herança podre ao valor que toda a estrutura do Banerj apresentava, os prejuízos chegam aos 12 bilhões de reais anunciados anteriormente pelo governador Garotinho.
Sem explicação aparente, podridões como essa do Banerj começaram a surgir no noticiário, furando o muro de mentira que a grande imprensa havia construído em torno das privatizações. Até o Jornal Nacional apresentou uma série de reportagens sobre telefonia, energia, rodovias etc., em que o número de mentiras era razoavelmente baixo, e o número de críticas inacreditavelmente alto para os padrões da TV Globo."
Este texto integra o artigo "Adeus às enganações de FHC", publicado na revista Revista Caros Amigos, em maio de 200
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Mandela livre!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Contra a anistia aos torturadores
Já estão sendo coletadas assinaturas no manifesto ao Supremo Tribunal Federal contra a anistia aos torturadores, sequestradores e assassinos dos opositores à ditadura militar. O STF vai julgar se a Lei de Anistia se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar.
Pra conhecer o manifesto e assinar a petição, entre no site Juízes pela Democracia.