sexta-feira, 19 de junho de 2009

Os 65 anos do Chico


Só pra registrar. Hoje é aniversário do Chico.

A foto é um detalhe de um lindo poster que o Douglas Mansur fez há alguns anos.

À procura de um olhar: Fotógrafos franceses e brasileiros


O time de fotógrafos é este: Pierre Verger, Marcel Gautherot, Claude Lévi-Strauss, Jean Manzon, Bruno Barbey, Olívia Gay e Antoine D’Agata, Mauro Restiffe, Tiago Santana (foto acima), e Luiz Braga.

Por aí já dá pra sentir que a exposição À procura de um olhar: Fotógrafos franceses e brasileiros que está na Pinacoteca é sensacional. Diante de algumas imagens dá vontade de chorar. A realidade crua, bonita, feia, cruel, tudo ali, na sua maioria em preto e branco. Tiago Santana é, sem dúvida, um dos melhores do Brasil e foi ótima escolha pra representar nossos profissionais.

A exposição faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil e fica na Pinacoteca até 28 de junho de 2009.

Afinal, como morre o peixe?

Na quarta, 17, assisti ao bate-papo com o Josimar Melo na Fundação Japão. Ele foi convidado pra falar sobre as impressões gastronômicas do estrangeiro - ele, no caso - numa viagem ao Japão. Ele esteve no Japão pela primeira vez há mais ou menos 14 anos e falou sobre as diferenças que encontrou em fevereiro passado, quando ficou por lá uns 15 dias participando de um evento gastronômico que reuniu os bam-bam-bam do mundo como Ferran Adriá, Heston Blumenthal e outros, e de ficar comendo nos melhores restaurantes. Algumas coisas interessantes do bate-papo: os ingredientes lá não são tão variados, mas os japoneses fazem questão de consumir o melhor que existe deles, por exemplo, na própria estação de cada alimento.

Ao falar da frescura dos alimentos, ele contou sobre a técnica de se matar o peixe e cortá-lo na mesma hora. A primeira técnica, seria a de um corte incisivo na nuca (peixe tem nuca?), e a segunda, seria a de enfiar uma espécie de arame bem no olho do peixe pra atingir esse ponto lá atrás. Nas duas opções, a morte do bichinho é súbida, porém ele continua se movimentando. Dá a impressão de que ele está sendo cortado vivo. Meio sádico, não é?

Daí ele disse uma coisa curiosa sobre a frescura do peixe (a gente não para pra pensar muito nisso). Quando uma pessoa diz que o peixe que comprou está fresco, só pode afirmar isso se o mesmo estiver vivo ou recém pescado. Segundo Josimar, a compra do peixe pode ser fresca, mas na maioria das vezes, os consumidores compram os bichinhos do feirante, que por sua vez comprou do vendedor do Mercadão, que por sua vez comprou dos vendedores do Ceasa, que por sua compraram dos barcos de pesca que estão no mar por períodos de até 30, 40 dias. Ou seja, quem é o fresco na história?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Êita frio danado!

Junho pra mim, é como fim de ano. Se não fizer alguma coisa, parece que fiquei devendo. Traduzindo, se em junho não for a alguma festa junina, parece que ficou um buraco. Acho que é por isso que todo dou a maior corda pra fazermos a festa junina no meu trabalho. O lugar é propício, uma casa enorme, com um quintal bem amplo. Este ano, com o frio que anda fazendo, estamos pensando até numa fogueira. O que não pode faltar?

O buraco quente.

Na primeira vez que falei em buraco quente o povo olhou feio, achando que eu tava de gozação, não não era não! Buraco quente é a melhor invenção de todos os tempos. Pra quem ainda não foi apresentado, trata-se de carne moída refogada com cebola e tomate, com bastante tempero - sal, pimenta, coentro, cebola e azeitona. Fica bem molhada. Daí abre-se um buraco num lado do pão francês e dá-lhe carne moída. A carne deve estar quente, e o pãozinho, bem fresquinho.

Quer mais? O resto, a gente nem fala porque tem sempre - quentão, vinho quente, paçoca, pé de moleque, bolo de milho, cuscuz, bingo etc. Eu adoro!

100 Patativinhas em Santo Amaro

Olha só que legal. Falei sobre a exposição e o filme sobre Patativa do Assaré e a Andréa de Sousa, coordenadora de Projetos de Leitura da Biblioteca Belmonte, em Santo Amaro, mandou o convite: dia 24 de junho, às 14hs, na Pça. Floriano Peixoto em Santo Amaro, vai acontecer mais uma edição do "O DIA EM QUE SANTO AMARO VIROU ASSARÉ, O CORTE VIROU NINHO E 100 PATATIVAS CANTARAM NA PRAÇA". Desde maio, o projeto reúne estudantes de escolas públicas do ensino fundamental, que vão à Biblioteca Belmonte-temática em cultura popular,visitam exposição, assistem a documentários e participam de oficina de cordel a partir da vida e obra de Patativa de Assaré. Diz a Andréa: "no dia 24, 100 'patativinhas' trajando figurinos e adereços 'à lá Patativa' saem em 'vôo-cortejo' da Biblioteca até à Praça e em um ninho estilizado cantam, declamam Patativa. Após, uma aula-show com 6 mestres da cultura popular." Quem quiser saber mais, é só ligar para 11-5687.0408 e 5691.0433.

Acho demais essas iniciativas que colocam as crianças em contato com nossos criadores, sejam eles poetas, escritores, músicos etc. E da forma mais lúdica possível. Não é gostoso aprender desse jeito?

Um dias desses assisti a um debate na Fundação Perseu Abramo com o José Castilho, da Unesp e do Programa Nacional do Livro e da Leitura, a Lúcia Rosa, idealizadora do Projeto Dulcinéia Catadora, e o Sérgio Vaz, poeta e fundador da COOPERIFA. É impressionante a quantidade de ações de incentivo à leitura que estão pipocando pelo país afora. Incrível mesmo porque essa é uma das coisas que penso fazer no futuro. Quem sabem montar uma biblioteca numa garagem de uma casa para os passantes, como fez um rapaz no interior de São Paulo.

Nada de substituir as bibliotecas públicas, que agora o governo federal pretende que sejam de acesso público, o que faz muita diferença. De um lugar onde se exige silêncio e parcimônia para folhear livros, passaria a ser um lugar de convivência, onde lidar com livros seja uma atividade prazeirosa tanto para os estudantes como para a comunidade. Esse é um sonho que muita gente que ama os livros acalenta há muito tempo. Parece que está perto de acontecer.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

E Cuba retoma seu lugar entre os estados americanos

Hoje é mesmo um dia histórico. A aprovação da volta de Cuba à OEA, por aclamação, dá um recado aos americanos de que sua supremacia está mesmo por um fio. Na recente crise que se abateu sobre os Estados Unidos, e até antes disso, já era de conhecimento do mundo que o mapa geopolítico estava se movendo, com a entrada de novos e importantes atores. Por mais esforço que Hilary e Obama tenham feito, o resultado foi inesperado, pelo menos não se esperava uma aprovação dessas. E por consenso. Cuba estava fora da OEA desde 1962, ou seja, desde três anos após a revolução.

Gostei do que disse o embaixador brasileiro na OEA. "Enterramos o cadáver insepulto que era um obstáculo para um sistema interamericano inclusivo e solidário."

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Programas gastronômicos


Pra quem gosta de culinária/gastronomia, dois programas que parecem ser muito legais: o primeiro, é o debate "Entre estantes e panelas: Cozinha brasileira" na Livraria do Conjunto Nacional (dia 8/6, segunda, às 18:00), com a participação de Alex Atala, Mara Salles, Carlos Alberto Dória e Livia Barbosa.

O segundo programa, na verdade são três. Serão três palestras sobre Gastronomia japonesa, promovidas pela Fundação Japão. A primeira é com o Josimar Melo - “A cozinha do Japão no Japão” (dia 17/6); a segunda é com Arnaldo Lorençato - “História da gastronomia japonesa em São Paulo” (dia 24/6), e a terceira, com Jun Sakamoto - “O virtuose do sushi” (dia 1º/7). Os eventos acontecem sempre às 19h30 na Fundação Japão (Av. Paulista, 37 – 1º a. – São Paulo) e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail cgjcultural4@arcstar.com.br ou 11 – 3254.0100.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Patativa do Assaré por Tiago Santana e Rosemberg Cariri


Patativa ia completar 100 anos em 2009 se tivesse aguentado mais um pouquinho. Morreu aos 93 anos em 2002, mas hoje ele desembarca em São Paulo na forma de fotografia e filme, mostrado por dois cearenses, o Tiago Santana e o Rosemberg Cariri. Os dois nasceram na mesma região de Patativa, no interior do Ceará. Tiago entra com a exposição de fotos "Patativa Encantado" (foto acima), que abre hoje e fica até 28/6 no SESC Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822, de 3ª a domingo, das 9h às 21h30) e Rosemberg com o documentário Patativa do Assaré – Ave Poesia, que estréia hoje nos cinemas.

Os dois artistas se dedicam a explorar a terra e a gente do Nordeste. Tiago, com sua fotografia, que junto com Celso Oliveira e outros fotógrafos, já retratou a vida dos vaqueiros, dos romeiros, dos retirantes da seca, entre outros temas tão comuns no dia-a-dia nordestino (é co-autor, junto com Audálio Dantas do livro O Olhar de Gracialiano). E Rosemberg, cineasta que tem certa fixação por Lampião, fez o filme Corisco e Dadá (único que eu vi) e o mais famoso "A Irmandade da Santa Cruz do Deserto".

Patativa ficou famoso por aqui depois que a Ed. Vozes publicou o livro "Cante lá que eu canto cá". Vejam nesses dois trechos a beleza da poesia do Patativa (o poema completo está no site Jornal de poesia).

As Escritura não diz,
Mas diz o coração meu:
Deus, o maió dos juiz,
No dia que resorveu
A fazê o sabiá
Do mió materiá
Que havia inriba do chão,
O Diabo, munto inxerido,
Lá num cantinho, escondido,
Também fez o gavião.

De todos que se conhece
Aquele é o passo mais ruim
É tanto que, se eu pudesse,
Já tinha lhe dado fim.
Aquele bicho devia
Vivê preso, noite e dia,
No mais escuro xadrez.
Já que tô de mão na massa,
Vou contá a grande arruaça
Que um gavião já me fez.

Em Volta Redonda, abraçar é o bicho!

Gostei dessa iniciativa da Prefeitura de Volta Redonda: bichos de pelúcia gigantes vão andar pelas ruas abraçando os moradores da cidade. A Prefeitura divulgou um release dizendo que os moradores estão estressados com a crise mundial e que tá faltando carinho na cidade. Então, hoje, dia mundial do abraço, resolveu botar os bichos na rua. E tem mais, o morador ainda pode escolher entre oito tipos de abraço: 'adivinhe quem é', 'Sanduíche', `rosto colado', 'de lado', 'grupal', 'padrão', 'de urso' e 'relâmpago'. Nas escolas, os alunos vão se abraçar no intervalo das aulas. Não é legal?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Quem é dono de quem

Não tenho cachorro, mas ando me divertindo com as peripécias do Uno, um husky siberiano que é se intitula dono de um barrigudinho que vem a ser o jornalista Walcir Carrasco. Ele, o husky, coloca tudo nos devidos lugares: o cão é mesmo o dono daquele ser de duas pernas que se diz seu dono. Faz o que quer, a hora que quer, e com quem quer. E tem gente que acredita no contrário! Bobagem. Cansei de ver cachorros e cachorras ditarem horários e agendas de humanos supostamente inteligentes e independentes. Pelo menos é assim que esses humanos se comportam no dia-a-dia com os demais humanos.

Um dos ensinamentos do Uno, no livro O anjo de quatro patas (Ed.Gente) é o seguinte: "A vida dos humanos poderia ser bem melhor. Bastava serem como nós, cachorros. Saber deitar de barriga para cima e patas erguidas quando quisessem um pouco de carinho. Seria mais simples, e haveria mais amor". Pois é, pra muitos humanos, pedir carinho e colo é muito, mas muito difícil! Sábio esse cachorro.

A título de despedida de Mario Benedetti

Pra homenagear Mario Benedetti que morreu no domingo, publico o poema "ALLENDE"


Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza
Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,
Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza
Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

As marcas de cada um

Milton Guran, o antrólogo, me convidou para participar de uma exposição de fotografia sobre o retrato do povo brasileiro, fornecendo fotografias da minha família, desde a vinda do Japão até os dias atuais. Felizmente os álbuns de fotos que minha mãe guardava com tanto cuidado ficaram comigo após a sua morte, então, escolhi algumas fotos interessantes. Revendo os álbuns vi fotos do meu pai no navio Rio Maru que o trouxe pra cá, vindo de Yamaguchi-ken; do meu pai e da minha mãe com os primeiros filhos, em Guaimbê, interior de São Paulo; eu, nos meus primeiros anos de vida no colo de minha mãe; a formatura da minha irmã no curso de corte e costura, e muito mais. Depois vieram as fotos da família, já na cidade grande, que vem a ser São Paulo, todos posando em frente à casa ou ao caminhão, que era usado para o trabalho que empregava boa parte dos meus 9 irmãos. E as fotos mais recentes, do meu pai no seu cantinho dentro do quarto onde se vê o oratório, imagens de santos, estátua do buda, seus livrinhos.

Rever essas fotos me deu uma panorâmica da minha vida. Do começo, no seio de uma família de imigrantes que foi parar nas plantações de café, saga trilhada por milhares de famílias, até a vinda para São Paulo, os estudos, a independência, até chegar onde me encontro hoje. E isso me fez lembrar de um texto do Osvaldo Orico, que escreveu o livro Cozinha Amazônica (publicadoe m 1972), que dizia que o que o moveu a escrever o livro, "é o lado sentimental que, em todo indivíduo, aumenta as marcas deixadas pelas paisagens, costumes e gulodices da infância..."

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dicas - Chora Menino

Uma amiga me emprestou o livro "O melhor do Comidinhas", que é uma reunião de dicas de lugares pra se apreciar uma boa comida (chique ou não) que a autora Alessandra Blanco foi publicando no blog Comidinhas. Bem, o livro me inspirou, e como os amigos dizem que tenho rodinhas nos pés, vou começar a fazer uma listinha de alguns lugares legais pra comer, seja nas ruas, nos mercados, nos bares. É óbvio que a maior parte vai ser de botecos!

E pra dar o ponta-pé (será que caiu o hifen?) inicial, vou falar do Chora Menino, um boteco que fica na Av. do Cursino, próximo à Bosque da Saúde e do bar do Luiz Nozoe (outro que vale um post). O bar tem esse nome porque o pai do proprietário é do bairro Chora Menino, me disse um garçom. Ignorância minha, porque nem imagino onde fica o tal bairro. Bem, mas ali no bar, além de chopp bem tirado, tem uma preciosidade que é o bolinho de carne. A porção vem num pratinho, um monte de bolinhas idênticas. É suculento por dentro e quase crocante por fora. É empanado na farinha de rosca. Saborosíssimo.

Às vezes vou lá só pra comer essa bolinho. Mas, como nem tudo pode ser perfeito, duas TVs de plasma ficam ligadas.

A foto do bolinho peguei emprestada da Veja SP.

Chora Menino - Avenida do Cursino , 1302 - (11) 3729-9643


terça-feira, 5 de maio de 2009

Palmeirenses, cuidado com o Serra!

No Youtoube, está o video no qual o governador Serra explica que alguém só pega a gripe suína se um porquinho espirrar por perto. O que ele disse pra Folha de S.Paulo sobre a gripe: "Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho nenhum".

Moral da história: nada de sair por aí beijando porcos.

O Serra é palmeirense. E o símbolo do Palmeiras é o porco. Então, palmeirenses, o que é que vocês estão esperando pra dar um chega pra lá nesse cara?

terça-feira, 28 de abril de 2009

O último chef chinês

Estou lendo o livro O último chef chinês, da americana Nicole Mones (Ed. Suma de Letras). O texto é de uma delicadeza sem igual e a história muito boa. A autora conta que uma americana vai para a China resolver pendências do seu finado marido, que teria deixado nada menos que uma filha de herança. Na China ela conhece um chef de cozinha sinoamericano, que voltou para a terra de seus antepassados para resgatar as antigas formas de tratar os alimentos. Ele, juntamente com seu pai, está traduzindo o livro O último chef chinês, atribuído a um antigo cozinheiro - Liang Wei - e trechos dele são introduzidos no meio na narrativa da autora.

Duas coisas interessantes ficaram registradas: a primeira, "a comida é para ser compartilhada"; e a segunda, "a comida tem poderes". Um dos trechos atribuídos ao último chef é este:

Os mestres nos dizem que os poderes misteriosos do outono criam
secura no céu e metal na terra. Dos sabores, criam os pungentes. Entre as emoções, criam o pesar. Pesar
não pode ser isolado entre paredes nem mantido próximo
por muito tempo. Ambos os casos levam à obsessão.
Para uma pessoa pesarosa, cozinhe com cebolinha, gengibre, coentro e alecrim.
O sabor deles é pungente, e isso tira o pesar do corpo e solta no ar.