De Cora Coralina
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Não é coisa do outro mundo
De Cora Coralina
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
E não é que 2009 já tá batendo na porta?
Passando pela avenida paulista ontem à noite fiquei pensando se é possível ficar à margem do clima natalino, mesmo que você não seja cristão e não frequente nenhuma das igrejas que pregam o nascimento do menino Jesus na noite de 24 de dezembro. Comprar presente para o amigo secreto tudo bem, é uma comemoração de mais um ano que chegou ao fim, mas comprar não-sei-quantos-presentes pra pessoas que você nem é a fim de presentear, é uma hipocrisia sem fim.
Outro mito do Natal: não dá pra ficar sozinho, pode bater a deprê e o sujeito fazer alguma bobagem. Será mesmo que não dá pra segurar a cabeça? Estaríamos assim tão fraquinhos da bola a ponto de não aguentar a nossa própria companhia? Não dá pra ficar sozinho consigo mesmo? Quem vai pra retiro espiritual seria biruta? Sei não. Coisas do final do ano.
A única coisa que gosto mesmo de fazer nesse período é a tal listinha do que pretendo fazer no próximo ano. Acho que é um contrato de intenções consigo mesmo: viajar mais, trabalhar menos, começar a nadar, entrar em forma, estudar um idioma. Tem também a listinha daquilo que não se quer no ano seguinte: ser escravizado pelo trabalho, dar ouvidos às malediscências alheias, aguentar parentes chatos, entre tantas outras.
Pois é, coisas pra fazer no fim de ano não faltam, seja na praia, em casa, ou caminhando pelas montanhas. Quem viajar, que aproveite muito. Quem ficar, que aproveite muito também.
E em 2009 espero que todos dêem muita risada gostosa como essa da amiga Fê.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Tiraram um caminhão das minhas costas
TCC entregue, retomei o controle da minha vida. Parece exagero? Imaginem que já posso até marcar cervejinhas com os amigos em diferentes dias e horários! Liberdade total!
O trabalho ficou bom e agora devo produções com cupuaçu pra diversas pessoas pra compensar a ausência dos últimos tempos. Ainda falta a avaliação da banca e os "ajustes" que certamente terei que fazer antes de dar por encerrada a tarefa, mas o mais pesado já passou.
No sábado, nossa penúltima aula da Pós, fizemos alguns finger foods, ou seja, comidinhas, pequenos bocadinhos etc. A aparência é muito boa. Vejam algumas.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Pra quem se interessa por gastronomia
Hoje tô parecendo garota propagando do Estadão, mas como fiquei um tempão esperando o safado do meu ônibus, li tudim, tudim de todos os cadernos. Bem, no Caderno 2 tem uma nota dizendo que o Estadão colocou no ar o site do Caderno Paladar (que circula às quintas-feiras). É pra quem gosta de gastronomia e de coisas novas e modernas na cozinha. São entrevistas, receitas, reportagens e algumas coisinhas mais com gente contemporânea, que tá mexendo com cozinha, vinhos, cafés, restaurantes etc.
Vale a visita.
Veríssimo e a Ford
Li hoje no Veríssimo (Estadão) e achei ótimo:
"A gente vive atrás de símbolos, e os mais procurados são os que marcam, convenientemente, o fim ou o começo de períodos históricos. Gostamos de frases sintéticas tipo 'o século 19 acabou mesmo com o naufrágio do Titanic' ou 'a revolução sexual começou com a bunda de fora da Brigitte Bardot'. A Ford está entre as montadoras americanas que nesta semana foram pedir ajuda ao Congresso americano para não naufragarem, e se há um fato que simbolizaria o fim de várias eras, idades, ciclos e mundos seria o anúncio do fim da Ford.
Foi a Ford - ou no caso o Ford, Henry, grande visionário, grande patife - que inventou a civilização em que vivemos, o carro massificado, o ar envenenado, a linha de montagem desumanizada, o operário consumidor, um verdadeiro capitalismo popular e um proletariado em grande parte politicamente neutralizado. E mudou a face da Terra. Cair a Ford seria, sei lá, como cair o nariz de um daqueles rostos de presidentes americanos esculpidos na rocha."
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Uma volta na Amazônia
-->Li o relato do Alex Atalla sobre a viagem dele com os chefs espanhóis Ferran Adriá e Juan Mari Arzak pra Amazônia. Conforme ia avançando na leitura do relato sobre a visita ao mercado Ver-o-peso, podia até ver os dois espanhóis encantados feito crianças numa loja de doces pegando em tudo, cheirando, analisando. Tudo novidade, tudo muito diferente dos cheiros, dos sabores familiares. Tudo é over: de frutas, de peixes, de beleza, de calor, de natureza. E estar pisando o solo da Amazônia então? É pra deixar qualquer um em estado de graça!
É mesmo de chorar ver uma pessoa que se conheceu tão ativa, prostrada numa cama. Não faz muito tempo, o Paulo e o Atalla tinham levado uma caixa de frutas para o Adriá e essas frutas despertaram no espanhol a fixação em conhecer seu habitat. E conheceu. Pelo uma parte dele. A visita foi uma retribuição.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Vade retro TCC! (porque é domingo)
E não é que a praia dos gaúchos é um supermercado? Pelo menos a dos gaúchos que moram em São Paulo. Fui conhecer o Zaffari, supermercado estilo Pão de Açúcar, que fica dentro do shopping Bourbon, porque me disseram que ali ia encontrar produtos do Sul que os outros mercados não oferecem. Bem, encontrei mesmo a nata, o queijo de porco, as cucas, os biscoitos glaçados e outras coisinhas. Vou voltar com tempo pra fuçar.
Pra descansar mais ainda a cabeça, fui conferir a comida paraense que o Canto Madalena ia oferecer. Bem, estava tudo muito bom. Tinha pato e rabada no tucupi, bolinho de pirarucu, caldeirada de filhote e carangueijo, arroz de jambu, tacacá, creme de cupuaçu e bolo de castanha-do-pará. Difícil mesmo foi levantar da cadeira pra ir embora.
Depois de muitas cervejas, até o Padim Ciço tava em dúvida se essa cueca era de Amsterdam ou da Zé Paulino.
Os amigos da Bendito Calixto
Aproveitando o passeio da tarde de sábado, fui visitar alguns amigos que expõem na Praça Benedito Calixto, em Pinheiros. Só um dedinho de prosa, mas deu pra matar a saudade. Afinal, desde há um ano e meio, desde que comecei a Pós, meus sábados ficaram comprometidos.
O Obeny é aquele que sorridente da praça de alimentação que pouco a pouco vai engordando o povo que frequenta a Benedito. Eu o conheço e o vejo vendendo seus doces desde os tempos de faculdade. Parece que foi ontem, mas já se passaram 30 anos!!)
A Verão, é aquela amigona que trocou Ubatuba por São Paulo. Vive de sua estamparia, fazendo camisetas e vestido muito gostosos. Trocamos impressões sobre nossas viagens para o Norte e os novos destinos pra gente “bater perna”.
A Lisete dá o maior duro pra manter seu brechó com roupas curiosas e peças legais. Mudou a disposição da banca na semana passada pra que os clientes tenham mais espaço pra experimentar as roupas.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Programão para o próximo domingo
Acabei de saber que a feira de Alimentos Orgânicos da Associação dos Agricultores Orgânicso (AAO) do Parque da Água Branca agora acontece aos domingos também (das 8h às 13h). Bom passeio, dá pra levar as crianças, os velhos, os amigos e ainda fazer comprinhas ecologicamente corretas. O pessoal do Slow Food São Paulo vai promover no próximo domingo uma Oficina do Gosto, lá mesmo no local da feira, a partir das 11h. Serão abordados os órgãos do sentido, através da visão, tato, olfato, audição e paladar; brincar com sabores, doce, salgado, amargo, azedo. Também haverá degustação de produtos na feira.
Taí uma boa dica para o domingo: passeio no parque e em seguida, almoço paraense no Canto Madalena. Vai ter tacacá, maniçoba, bolinho de pirarucu, rabada no tucupi, caldeirada paraense (com filhote), mousse de cupuaçu....
A Feira: Parque da Água Branca - Av. Francisco Matarazzo, 455 - Água Branca SP - Próximo ao Metrô Barra Funda
O Canto Madalena: Rua Medeiros de Albuquerque, 471 (perto do antigo sacolão da Vila Madalena)
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
No Brasil ainda existem 362 cidades sem bibliotecas
Eu, como devoradora de livros, rato de sebo e freguesa das lojas virtuais, chego a me sentir culpada por ter tanto ao meu alcance em matéria de leitura, enquanto milhares não tem absolutamente nada. Os livros são parte importante daquilo que sou hoje, me apresentou cidades, pessoas, situações que não conhecia, me fez chorar de alegria e de raiva, me sentir pena, ódio.
Nem consigo me imaginar sem um livro pra ler. Recentemente, com meu interesse pela gastronomia aflorado, amigos e amigas têm me presenteado com livros sobre o tema que estavam dormindo nas estantes de suas casas. É uma alegria só cada vez que ganho um.
É isso aí. Ler é um melhores hábitos que uma pessoa pode ter. Fazendo o meu trab alho sobre o cupuaçu andei lendo tanto - desde a morte de Chico Mendes, o projeto faraônico da Transamazônica, os hábitos alimentares dos índios brasileiros, os doces portugueses, enfim, um sem fim de assuntos. Muito legal.
E por falar em livro, começa amanhã e termina na sexta, a Feira de Livros da USP, com 50% de descontos em todos os títulos. Vale a pena. É no saguão da faculdade de História e Geografia.
De onde vem o leite? Da caixinha, oras!
Bem, inesperado por inesperado, dei a maior sorte de pegar o começo de uma nova leva de jaboticaba nos três pés plantados pelo Biffi pai. Fiz a festa. Pitanga, então, nem se fala. As mangueiras carregadas de frutas ainda em formação. Mês que vem devem estar fazendo lama no chão. E a horta então? Acelga, brócolis, couve, giló, quiabo, beterraba, cenoura, temperos e muito mais. Uma delícia. E pra completar, um churrasco feito pelos irmãos Biffi, o Carlos e o Zé, acompanhado de saladas fresquinhas, direto da horta.
O que era pra ser uma viagem triste, acabou sendo um fim de semana mais que relaxante. Às vezes fico pensando nas crianças de hoje que não tiveram essa chance de nascer no interior e conviver com frutas no pé, galinhas, porcos, coelhos, vacas, hortas e comida fresca. Me disseram um dia desses que perguntaram pra uma criança de onde vinha o leite. A resposta: da caixinha, oras!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Dança no metrô
E por falar em panelada...
No próximo domingo, no "sabores e a música do Ceará no domingo brasileiríssimo" vai ter sopa de peixe e caldinho de feijão, panelada, baião de dois, moqueca de caju, peixada cearense (com legumes e pirão), mungunzá salgado, creme de frango, carne seca ao forno (no leite) e feijão de corda. E de sobremeza, mungunzá doce e bolo de macaxeira.
O buffet custa R$ 24,90 por cabeça (menores de 5 anos não pagam; de 5 a 12 anos pagam meia), e por fora vai ter a cajuína tropical (Ceará), 100% natural do caju, sem adição de açúcar, as cachaças Guaramiranga, Colonial e Ypioca (Ceará) entre outras 200 marcas, e o sorvete de graviola e outros (100% natural, sem saborizantes, 0% gorduras).
A música fica por conta de Anunciação (voz e violão) e Lucimara (percussão) que incluíram o “Pessoal do Ceará” (Amelinha, Belchior, Fagner e Ednardo) no cardápio.
E a programação dos domingos no Canto promete (mas é bom confirmar antes de ir) :
Novembro
16 - Os Sabores do Pará
23 - Os Sabores da Bahia
30 - Os Sabores de Pernambuco
Dezembro
7 - Os sabores do Maranhão
14 - Os sabores do Sudeste e Centro-Oeste
21 - Um pouquinho do Brasil - Natal
28 - Um pouquinho do Brasil – Ano novo
Serviço:
Bar Canto Madalena
Rua Medeiros de Albuquerque, 471 (perto do sacolão da Vila Madalena)
Horário de funcionamento aos domingos: das 12h às 19h
Reservas e informações: 3813-6814
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
São Paulo: 4º lugar em cortesia?!
Nos últimos dias andava meio intolerante com "pequenas" faltas de gentileza dos paulistanos. É o motoqueiro que buzina o dia inteiro, anda na calçada e passa o farol vermelho; o motorista que joga o carro sobre os pedestres ou que aparece de repente e "rouba" aquela vaga que você está aguardando, o vizinho que pega "emprestado" o jornal pra ler, jovens que não dão lugar a pessoas idosas nos ônibus, aquele espertinho que fura a fila no supermercado, e tantas outras situações que já estavam me fazendo desacreditar do ser humano.
E não é que hoje abro o jornal e descubro que São Paulo é a 4ª cidade mais cortês do mundo? Onde é que nós vamos parar desse jeito???? Então, o resto do mundo deve estar cometendo atrocidades no dia-a-dia!!!!
Diz a matéria do Estadão que repórteres disfarçados da revista Readers Digest investigaram os bons modos em 36 cidades. O que eles mediram: "se os moradores têm o hábito de ajudar a pegar objetos caídos na rua, de agradecer em situações rotineiras como nas compras, e ainda de praticar gentilezas como segurar a porta para alguém entrar no edifício..."
Bem, se São Paulo é a 4ª mais cortês, imaginem o resto.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres
Taí uma bela campanha que o governo brasileiro lançou no dia 31 de outubro pra mobilizar a população masculina em torno do problema da violência contra a mulher. O Brasil é o primeiro país a aderir à campanha mundial, criada em fevereiro desse ano, pela Organização das Nações Unidas (ONU).
No Brasil, uma mulher é espancada a cada 15 segundos. No mundo, uma a cada três mulheres já foi espancada, estuprada, escravizada ou sofre algum tipo de violência. Os dados são da Fundação Perseu Abramo e da Anistia Internacional, respectivamente.
A campanha brasileira consiste na utilização do site www.homenspelofimdaviolencia.com.br para reunir assinaturas de homens que queiram participar da iniciativa. A meta é atingir 90 mil adesões.
Se você é homem, assine; se você é mulher, avise convide os amigos a participar.
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