Bom, já que o sol saiu e o dia estava lindo, domingo fui bater perna ali pela Estação da Luz.
E, é claro, um café no Parque da Luz num dia ensolarado sempre vale a pena.
Caminhos do Coração
Há muito tempo que eu saí de casa
Há muito tempo que eu caí na estrada
Há muito tempo que eu estou na vida
Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz
Principalmente por poder voltar
A todos os lugares onde já cheguei
Pois lá deixei um prato de comida
Um abraço amigo, um canto prá dormir e sonhar
E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas
E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar
É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração
E aprendi ...
Final:
o coração, o coração

Andei sumida, mas muitos já sabem o que anda rolando. Minha mãe faleceu no domingo, depois de uma temporada barra-pesada no hospital. Por alguns momentos achei que tinha perdido minha base na terra. É engraçado como a gente não pensa em coisas como a morte e a possível ausência de alguém, e mesmo quando pensa, parece uma coisa longinqüa. Dizem que não se deve sofrer por antecipação, mas mesmo sabendo que de uma hora pra outra vai rolar uma partida, quando ela acontece a tristeza é muito grande. Nessas horas a gente ouve muito “ela descansou”. E acho que dessa vez ela foi descansar mesmo. Depois de criar 10 filhos, de ajudar a criar os netos, de cuidar do velho até a morte dele, tava na hora de ter o merecido descanso.
Ao contrário de faraós e reis de outros tempos que eram enterrados com suas riquezas materiais, ela foi só com uma orquídea. Simples assim. Pra ela, uma bela orquídea equivalia a um verdadeiro tesouro. Esse é um dos valores mais importantes que ela deixou pra nós.

Já está aberta a exposição da Coleção do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa na galeria do Sesi na Av. Paulista (prédio da Fiesp). Vi os azulejos no próprio museu numa passagem relâmpago de 3 dias por Lisboa e posso garantir: é de encher os olhos de tão lindos.