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sexta-feira, 4 de março de 2011

As fotografias de Aleksandr Ródtchenko e German Lorca

Aleksandr Ródtchenko: revolução na fotografia


Exposição de 300 obras do russo Aleksandr Ródtchenko, um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Leia sobre o artista e sobre a exposição no site do jornal Brasil de Fato

Quando: 19/02 a 01/05
Local: Pinacoteca do Estado de São Paulo (Praça da Luz, 02 - São Paulo - SP)
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h (fone: 3324-1000)



German Lorca: Olhar Imaginário

57 imagens mostram o trabalho de um artista que explorou a fotografia experimental, subjetiva e onírica no Brasil

Leia sobre German Lorca e sobre a exposição no site da Imã FotoGaleria
Quando: 1/3 a 15/5 de 2011. Terça a domingo, das 9h às 21h
Onde: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Neuter Michelon (pça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP. Tel.: 0/xx/11/3321-4400)
Quanto: entrada gratuita

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Graciela Iturbide é mais que a senhora das iguanas


Fui ver as fotos da Graciela Iturbide na Pinacoteca. E fiquei mais que impressionada. Já tinha visto uma parte do trabalho dela no Centro de la Imagen, na Cidade do México, e já tinha achado um trabalho riquíssimo. Me lembra aquelas imagens do filme Que Viva México!, com os jovens embrutecidos que viviam nas regiões das plantações de agave. São os sobreviventes e resistentes do deserto.

As mulheres, os homens, os jovens e as crianças da Graciela são personagens fortes, de caras marcadas pelo tempo, pelo sol, pelo trabalho duro. E ao mesmo tempo, são fiéis às tradições, aos costumes como o dia dos mortos, os rituais ancestrais de sacrifício de animais e muito mais. As paisagens de diversas cidades mexicanas gritam nas fotos como o colorido do preto e branco. É possível enxergar colorido através do preto e branco? Por incrível que pareça, consigo ver o México do amarelo, do ocre, do azul e do vermelho nas fotos da Graciela.

De emocionar é o registro que ela faz do banheiro da Frida Kahlo. Vi esse mesmo banheiro na Casa Azul e lá fiquei também impressionada. A gente sempre tem na cabeça a imagem da Frida apaixonada, pintora, a mulher forte que luta pela vida. Mas ali naquelas fotos, a gente vê a realidade que ela vivia no dia-a-dia, presa a botas de couro e ferro, a espartilhos de couro e armações, as muletas e outros apetrechos que a mantinham ereta. É cru, dolorido demais ver aquilo. E a gente pensa: de onde será que ela tirava tanta energia, tanta força? Muita gente, por muito menos teria dado fim numa existência de tanto sofrimento!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Graciela Iturbide na Pinacoteca


Nossa Senhora das Iguanas. É uma das mais famosas fotos de Graciela Iturbide, a fotógrafa mexicana que está expondo na Pinacoteca. O trabalho dela é maravilhoso. A exposição fica só até 30 de janeiro. Não deixem de ver. Cultura latinoamericana de primeira. Sobre Graciela e a exposição, entre no site da Pinacoteca

terça-feira, 25 de agosto de 2009

De Milton Guran sobre João Roberto Ripper

Pedi ao amigo Guran, que é fotógrafo e antropólogo, algumas linhas sobre o Ripper (à direita na foto que tirei em Brasília, ele estava com o Tiago Santana). Nem preciso dizer que o Guran é tão fã do Ripper e do trabalho dele como eu.

"Cartier-Bresson dizia que fotografar é por cabeça, olho e coração em uma mesma linha. Pois há mais de vinte anos Ripper conjuga lucidez política com um olhar fotográfico irrepreensível a serviço da sua enorme generosidade, nos dando uma das mais instigantes e eloqüentes obras documentais. Para ficarmos em dois exemplos: sua saga contra o trabalho escravo e a implantação da bem sucedida Escola de Fotógrafos Populares, uma referência nacional em inclusão visual."

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ripper expõe em São Paulo. Vale a pena ver.

O Ripper está em São Paulo. Ou pelo menos uma parte dele. Até 27 de setembro as fotografias do Ripper podem ser vistas na CAIXA Cultural da Sé, na exposição Imagens Humanas. São 70 ampliações e um painel com cerca de 200 retratos de brasileiros de todo o país e das mais diversas raças. As duas fotos do post são dele.

O Ripper é carioca de nascimento, mas é brasileiro de coração. Ele olha praquele cidadão anônimo, aquele que ainda nem sabe que tem direitos, aqueles que acham que são os políticos que lhe proporcionam um feijão na panela, um caderno para o filho. Ele olha praquelas mulheres que carregam os filhos, a casa, os homens nas costas. E olha também praquelas crianças que, muitas vezes, deixam de ser crianças muito cedo ou nem mesmo passaram por essa fase. Pularam etapas. Nascimento e morte.

Se existe uma pessoa desprovida de interesse material pessoal, essa pessoa é o Ripper. Tudo o que faz, é para investir nos outros. A fotografia, o jornalismo, só tem valor se for pra ser repassado pras novas gerações. Ele é dos que ainda acreditam que a fotografia pode transformar pessoas e sensibilizar outras. Não esquecer jamais que brasileiros como nós estão vivendo em condições subhumanas e que nós temos sim uma parcela de responsabilidade pra mudar essa situação.

É o denuncismo, puro e simples? Não. Com o Ripper não é assim. Ele dedica a vida aos outros. Desenvolveu a habilidade de olhar e de fotografar. Agora passa isso para jovens carentes. Quem sabe essa não é a porta pra transformação desses nossos irmãos?

Serviço
Exposição Imagens Humanas - João Roberto Ripper
Homepage: www.imagenshumanas.com.br
CAIXA Cultural SP Sé - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
De 15/8 a 27/9/2009
Horário: terça a domingo, das 9h às 21h.
Debate: 09 de setembro, às 19h

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A partir de agora, fotos em tamanho decente

Parece brincadeira, mas eu levei todo esse tempo pra aprender a postar uma foto grande no blog. Só conseguia colocar bem pequenas, mas hoje desvendei o mistério. Pra estrear o novo formato, publico essa foto que fiz na cidade de Oaxaca, no México. Muito sol, cerveja gelada, história e rodinha nos pés.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A latinidade em fotos





O Brasil e seus vizinhos latino-americanos têm muito mais em comum do que podem imaginar. É o que fica evidente na exposição Sutil violento, que abre hoje para o público no Itaú Cultural, em São Paulo. São 50 fotos documentais vindas de países como Argentina, Chile, Cuba, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. As imagens registradas em outros países mostram um cotidiano muito parecido com o nosso e passam sentimentos como reconhecimento, deslumbramento, admiração, repulsa. A mostra e fica até 21/10 e faz parte do 1º Fórum latino-americano de fotografia de São Paulo - Paralelos e meridianos da latinidade. Vale a pena conferir. (Foto: Daniela Edburg, México/divulgação)

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo - 2 a 6/10

São Paulo vai sediar o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo – Paralelos e Meridianos da Latinidade, promovido pelo Itaú Cultural, que terá em sua programação uma exposição - Sutil Violento, seis mesas de debate, quatro entrevistas abertas, três relatos de experiência, workshops, leituras de portfólio, performance e lançamentos de livros. Além de fotógrafos brasileiros como Milton Guran, Miguel Rio Branco, Pedro Vasquez, Miguel Chikaoka e outros, virão convidados como Maya Goded (México), Eduardo Gil (Argentina), Roberto Huarcaya (Peru) e Martin Parr (Inglaterra. A coordenação geral do Fórum e da exposição é do nosso fotógrafo e agitador cultural Iatã Canabrava.