quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Por que voto em Fernando Haddad


 
 
 
 
 
AS PROPOSTAS DE FERNANDO HADDAD PARA A CIDADE DE SÃO PAULO
 
 
DESENVOLVIMENTO URBANO - São Paulo vai ser uma cidade amiga do tempo. Com a descompressão do centro expandido, promovida pelo Arco do Futuro, vamos encurtar distâncias, escongestionar trajetos, aproximar lugares. A cidade vai começar a distribuir riqueza e oportunidades para todos os seus.

HABITAÇÃO - Combater a escassez de moradia e o problema da distância entre casa e emprego, repovoando o Centro. Em 4 anos, São Paulo terá 55 mil novas moradias instaladas também em áreas distantes do centro. As propostas incluem urbanização de favelas, reforma de habitações em estado precário e remoção de famílias das áreas de risco.

TRANSPORTE - Com Haddad, São Paulo vai fluir. O Bilhete Único Mensal, com valor fixo, sem limite de viagens, permitirá mais deslocamentos com menos recursos, otimizando o uso do sistema e levando mais pessoas a deixarem seus carros de lado e optarem pelo transporte público. Para atender ao aumento da demanda, serão 150 km de corredores, mais 150 km de faixas exclusivas e apoio financeiro ao metrô, com exigência de metas.

SAÚDE - Vamos implantar uma rede de atendimento mais ampla, rápida e que chegue mais perto da casa das pessoas, mesmo as que moram longe da região central. As propostas nesta área incluem mil novos leitos hospitalares, três novos hospitais, a Rede de Saúde Hora Certa, composta de 31 Centros de Saúde, uma para cada subprefeitura. Os centros terão tecnologia para realização de exames complexos e alguns tipos de cirurgias. E mais: 5 novos pronto-socorros, 43 novas Unidades Básicas de Saúde, prontuário eletrônico e plano de carreira para os profissionais da área.

EDUCAÇÃO - vamos promover uma ampliação gradual da oferta de ensino em tempo integral, com sete horas de atividades em dois turnos. Numa primeira fase, serão atendidos 100 mil alunos. Também vamos retomar a construção de 20 CEUs seguindo o modelo original do projeto. Vamos trazer para São Paulo a Universidade Aberta do Brasil para formação continuada de professores. Serão 31.

CULTURA - Nosso plano de cultura está diretamente ligado ao desenvolvimento dos bairros, com a recuperação de áreas subutilizadas e a construção de dois novos Centros Culturais na Zona Leste e na Zona Sul. Além disso, a cidade vai ganhar o Fundo Municipal de Cultura.

ESPORTE E LAZER - São Paulo terá mais esportes nas escolas com atendimento mais completo. Ampliaremos a infraestrutura e o investimento na promoção de atividades esportivas para os jovens, criando espaços efetivos. A cidade vai ganhar, por exemplo, dois Centros Olímpicos, um na Zona Leste e outro na Zona Sul, e um Parque de Esportes Radicais.

DESENVOLVIMENTO SOCIAL - O programa São Paulo sem Miséria vai integrar a cidade ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), a rede de proteção social organizada pelo Governo Federal que abarca uma série de programas individuais. A cidade irá desfrutar mais efetivamente de todo o apoio do governo federal nesse campo. Vamos garantir a construção de no mínimo 60 novos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e de um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREA) em cada subprefeitura.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - Cada bairro vai funcionar como a cidade funciona, com empregos e escolas. Temos de levar a atividade, os serviços, o emprego e a riqueza para todas as regiões paulistanas, pensando nas suas carências e necessidades, mas também no seu potencial e na sua vocação.

MEIO AMBIENTE - A questão do meio ambiente passa pela redefinição urbanística, por uma descompressão da cidade, que também chega às águas. Os rios paulistanos devem, de fato, voltar à vida, com significado ecológico, social e econômico. Parques e prédios vão chegar ao Tietê e a construção de “prédios verdes” receberá incentivo fiscal. Vamos realizar a inspeção veicular, mas sem cobrança de taxa.

DESIGUALDADE, CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS - A construção da cidadania está presente em todas as áreas do plano de governo. Em Habitação, por exemplo, com a produção de novas unidades de moradia em bairros mais distantes. Esta ação será acompanhada da instalação de equipamentos e serviços públicos de primeira linha, de esportes e lazer, e centros de cidadania. Outro aspecto é o investimento em programas que contemplem e integrem a população e seus vários tipos de necessidades. Haverá programas para pessoas portadoras de deficiências, populações indígenas, pessoas em situação de rua, crianças e adolescentes. Serão criadas as secretarias das Mulheres e da Igualdade Racial.

SEGURANÇA - São Paulo terá o Programa Territorializado de Prevenção da Violência e da Criminalidade, com firmeza e clareza nas ações sociais. O enfrentamento da violência requer, em alguns campos, ação interssetorial, que envolve Saúde, Assistência Social, Emprego, Renda, Educação, Ambiente Urbano, Cultura, Lazer e Esportes. Fortaleceremos a Guarda Civil Metropolitana, ampliaremos o efetivo, reforçando, no entanto, o seu caráter comunitário.

GESTÃO, PARTICIPAÇÃO E MODERNIZAÇÃO - A cidade precisa de importantes instrumentos de gestão. Um deles é o Imposto Inteligente: reduzindo, em algumas regiões da cidade, o ISS e o IPTU, este último até zero, de acordo com a necessidade de desenvolver as regiões e aproximar o emprego da moradia do trabalhador. Outro é a revisão das regras de Potencial Construtivo, para permitir a chegada de novos empreendimentos a lugares pouco desenvolvidos. As subprefeituras serão fortalecidas. A cidade vai ganhar uma Controladoria Geral do Município, para fiscalizar e prevenir a corrupção, e um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Por que eles têm medo do Lula?


De Emir Sader, no seu blog, em 17/09/2012

Lula virou o diabo para a direita brasileira, comandada por seu partido – a mídia privada. Pelo que ele representa e por tê-los derrotado três vezes sucessivas nas eleições presidenciais, por se manter como o maior líder popular do Brasil, apesar dos ataques e manipulações de todo tipo que os donos da mídia – que não foram eleitos por ninguém para querer falar em nome do país – não param de maquinar contra ele.

Primeiro, ele causou medo quando surgiu como líder operário, que trazia para a luta política aos trabalhadores, reprimidos e super-explorados pela ditadura durante mais de uma década e o pânico que isso causava em um empresariado já acostumado ao arrocho salarial e à intervenção nos sindicatos.

Medo de que essa política que alimentava os superlucros das grandes empresas privadas nacionais e estrangeiras – o santo do chamado “milagre econômico” -, terminasse e, com ela, a possibilidade de seguirem lucrando tanto às custas da super-exploração dos trabalhadores.

Medo também de que isso tirasse as bases de sustentação da ditadura – além das outras bases, as baionetas e o terror – e eles tivessem que voltar às situações de incerteza relativa dos regimes eleitorais.

Medo que foi se acalmando conforme, na transição do fim do seu regime de ditadura militar para o restabelecimento da democracia liberal, triunfavam os conservadores. Derrotada a campanha das diretas, o Colégio Eleitoral consagrou um novo pacto de elite no Brasil, em que se misturavam o velho e o novo, promiscuamente na aliança PMDB-PFL, para dar nascimento a uma democracia que não estendia a democracia às profundas estruturas econômicas, sociais e midiáticas do país.

Sempre havia o medo de que Lula catalizasse os descontentamentos que não deixaram de existir com o fim da ditadura, porque a questão social continuava a arder no país mais desigual do continente mais desigual do mundo. Mas os processos eleitorais pareciam permitir que as elites tradicionais retomassem o controle da vida política brasileira.

Aí veio o novo medo, que chegou a pânico, quando Lula chegou ao segundo turno contra o seu novo queridinho, Collor, o filhote da ditadura. E foi necessário usar todo o peso da manipulação midiática para evitar que a força popular levasse Lula à presidencia do Brasil, da ameaça de debandada geral dos empresários se Lula ganhasse, à edição forjada de debate, para tentar evitar a vitória popular.

O fracasso do Collor levou a que Roberto Marinho confessasse que eles já não elegeriam um presidente deles, teriam que buscar alguém no outro campo, para fazê-lo seu representante. Se tratava de usar de tudo para evitar que o Lula ganhasse. Foram buscar ao FHC, que se prestou a esse papel e parecia se erigir em antidoto permanente contra o Lula, a quem derrotou duas vezes.

Como, porém, não conseguem resolver os problemas do país, mas apenas adiá-los – como fizeram com o Plano Real -, o fantasma voltou, com o governo FHC também fracassando. Tentaram alternativas – Roseana Sarney, Ciro Gomes, Serra -, mas não houve jeito.

Trataram de criar o pânico sobre a possibilidade da vitória do Lula, com ataque especulativo, com a transformação do chamado “risco Brasil” para “risco Lula”, mas não houve jeito.

Alivio, quando acreditaram que a postura moderada do Lula ao assumir a presidência significaria sua rendição à politica econômica de FHC, ao “pensamento único”, ao Consenso de Washington. Por um lado, saudavam essa postura do Lula, por outro incentivavam os setores que denunciavam uma “traição” do Lula, para buscar enfraquecer sua liderança popular. No fundo acreditavam que Lula demoraria pouco no governo, capitularia e perderia liderança popular ou colocaria suas propostas em prática e o país se tornaria ingovernável.

Quando se deram conta que Lula se consolidava, tentaram o golpe em 2005, valendo-se de acusações multiplicadas pela maior operação de marketing político que o pais ja conheceu – desde a ofensiva contra o Getúlio, em 1954 -, buscando derrubar o Lula e sepultar por muito tempo a possibilidade de um governo de esquerda no Brasil. Colocavam em prática o que um ministro da ditadura tinha dito: Um dia o PT vai ganhar, vai fracassar e aí vamos poder governar o país sem pressão.”

Chegaram a cogitar um impeachment, mas tiveram medo do Lula, da sua capacidade de mobilização popular contra eles. Recuaram e adotaram a tática de sangrar o governo, cercando-o no Parlamento e através da mídia, até que, inviabilizado, fosse derrotado nas eleições de 2006.

Fracassaram uma vez mais, quando o Lula convocou as mobilizações populares contra os esquemas golpistas, ao mesmo tempo que a centralidade das políticas sociais – eixo do governo Lula, que a direita não enxergava, ou subestimava e tratava de esconder – começava a dar seus frutos. Como resultado, Lula triunfou na eleições de 2006, ao contrário do que a direita programava, impondo uma nova derrota grave às elites tradicionais.

O medo passou a ser que o Brasil mudasse muito, tirando suas bases de apoio tradicionais – a começar por seus feudos políticos no nordeste -, permitindo que o Lula elegesse sua sucessora. Se refugiaram no “favoritismo” do Serra nas pesquisas – confiando, uma vez mais, na certeza do Ibope de que o Lula não elegeria sua sucessora.

Foram de novo derrotados. Acumulam derrota atrás de derrota e identificam no Lula seu grande inimigo. Ainda mais que nos últimos anos do seu segundo mandato e na campanha eleitoral, Lula identificou e apontou claramente o papel das elites tradicionais, com afirmações como a de que ele demonstrou “que se pode governar o Brasil, sem almoçar e jantar com os donos de jornal”. Quando disse que “não haverá democracia no Brasil, enquanto os políticos tiverem medo da mídia”, entre outras afirmações.

Quando, depois de seminário que trouxe experiências de regulações democráticas da mídia em varias partes insuspeitas do mundo, elaborou uma proposta de lei de marco regulatório para a mídia, que democratize a formação da opinião pública, tirando o monopólio do restrito número de famílias e empresas que controlam o setor de forma antidemocrática.

Além de tudo, Lula representa para eles o sucesso de um presidente que se tornou o líder político mais popular da história do Brasil, não proveniente dos setores tradicionais, mas um operário proveniente do nordeste, que se tornou líder sindical de base desafiando a ditadura, que perdeu um dedo na máquina – trazendo no próprio corpo inscrita a sua origem e as condições de trabalho dos operários brasileiros.

Enquanto o queridinho da direita partidária e midiática brasileira, FHC, fracassou, Lula teve êxito em todos os campos – econômico, social, cultural, de políticas internacional -, elevando a auto-estima dos brasileiros e do povo brasileiro. Lula resgatou o papel do Estado – reduzido à sua mínima expressão com Collor e FHC – para um instrumento de indução do crescimento econômico e de garantia das políticas sociais. Derrotou a proposta norteamericana da Alca – fazer a América Latina uma imensa área de livre comércio, subordinada ao interesses dos EUA -, para priorizar os projetos de integração regional e os intercâmbios com o Sul do mundo.

Lula passou a representar o Brasil, a América Latina e o Sul do mundo, na luta contra a fome, contra a guerra, contra o monopólio de poder das nações centrais do sistema. Lula mostrou que é possível diminuir a desigualdade e a pobreza, terminar com a miséria no Brasil, ao contrário do que era dito e feito pelos governos tradicionais.

Lula saiu do governo com praticamente toda a mídia tradicional contra ele, mas com mais de 80% de apoio e apenas 3% de rejeição. Elegeu sua sucessora contra o “favoritismo” do candidato da direita.

Aí acreditaram que poderiam neutralizá-lo, elogiando a Dilma como contraponto a ele, até que se rendem que não conseguem promover conflitos entre eles. Temem o retorno do Lula como presidente, mas principalmente o temem como líder político, como quem melhor vocaliza os grandes temas nacionais, apontando para a direita como obstáculo para a democratização do Brasil.

Lula representa a esquerda realmente existente no Brasil, com liderança nacional, latino-americana e mundial. Lula representa o resgate da questão social no Brasil, promovendo o acesso a bens fundamentais da maioria da população, incorporando definitivamente os pobres e o mercado interno de consumo popular à vida do país.

Lula representa o líder que não foi cooptado pela direita, pela mídia, pelas nações imperiais. Por tudo isso, eles tem medo do Lula. Por tudo isso querem tentam desgastar sua imagem. Por isso 80% das referências ao Lula na mídia são negativas. Mas 69,8% dos brasileiros dizem que gostariam que ele volte a ser presidente do Brasil. Por isso eles tem tanto medo do Lula.
Postado por Emir Sader às 08:03

Para além do “mensalão”



De Leonardo Boff, no jornal Brasil de Fato em 17/09/2012


Há um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco, mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “mensalão”. Você bate nos acusados, mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT. 

De saída quero dizer que nunca fui filiado ao PT. Interesso-me pela causa que ele representa pois a Igreja da Libertação colaborou na sua formulação e na sua realização nos meios populares. Reconheço com dor que quadros importantes da direção do partido se deixaram morder pela mosca azul do poder e cometeram irregularidades inaceitáveis. Muitos sentimo-nos decepcionados, pois depositávamos neles a esperança de que seria possível resistir às seduções inerentes ao poder. Tinham a chance de mostrar um exercício ético do poder na medida em que este poder reforçaria o poder do povo que assim se faria participativo e democrático. 

Lamentavelmente houve a queda. Mas ela nunca é fatal. Quem cai, sempre pode se levantar. Com a queda não caiu a causa que o PT representa: daqueles que vem da grande tribulação histórica sempre mantidos no abandono e na marginalidade. Por políticas sociais consistentes, milhões foram integrados e se fizeram sujeitos ativos. Eles estão inaugurando um novo tempo que obrigará todas as forças sociais a se reformularem e também a mudarem seus hábitos políticos. 

Por que muitos resistem e tentam ferir letalmente o PT? Há muitas razões. Ressalto apenas duas decisivas. 

A primeira tem a ver com uma questão de classe social. Sabidamente temos elites econômicas e intelectuais das mais atrasadas do mundo, como soía repetir Darcy Ribeiro. Estão mais interessadas em defender privilégios do que garantir direitos para todos. Elas nunca se reconciliaram com o povo. Como escreveu o historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma no Brasil 1965,14), elas “negaram seus direitos, arrasaram sua vida e logo que o viram crescer, lhe negaram, pouco a pouco, a sua aprovação, conspiraram para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continuam achando que lhe pertence”. Ora, o PT e Lula vem desta periferia. 

Chegaram democraticamente ao centro do poder. Essas elites tolerariam Lula no Planalto, apenas como serviçal, mas jamais como presidente. Não conseguem digerir este dado inapagável. Lula presidente representa uma virada de magnitude histórica. Essas elites perderam. E nada aprenderam. Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes. 

A segunda razão está em seu arraigado conservadorismo. Não quererem mudar, nem se ajustar ao novo tempo. Internalizaram a dialética do senhor e do servo. Saudosistas, preferem se alinhar de forma agregada e subalterna, como servos, ao senhor que hegemoniza a atual fase planetária: os USA e seus aliados, hoje todos em crise de degeneração. Difamaram a coragem de um presidente que mostrou a autoestima e a autonomia do país, decisivo para o futuro ecológico e econômico do mundo, orgulhoso de seu ensaio civilizatório racialmente ecumênico e pacífico. Querem um Brasil menor do que eles para continuarem a ter vantagens. 

Por fim, temos esperança. Segundo Ignace Sachs, o Brasil, na esteira das políticas republicanas inauguradas pelo PT e que devem ser ainda aprofundadas, pode ser a Terra da Boa Esperança, quer dizer, uma pequena antecipação do que poderá ser a Terra revitalizada, baixada da cruz e ressuscitada. Muitos jovens empresários, com outra cabeça, não se deixam mais iludir pela macroeconomia neoliberal globalizada. Procuram seguir o novo caminho aberto pelo PT e pelos aliados de causa. Querem produzir autonomamente para o mercado interno, abastecendo os milhões de brasileiros que buscam um consumo necessário, suficiente e responsável e assim poderem viver um desafogo com dignidade e decência. Essa utopia mínima é factível. O PT se esforça por realizá-la. Essa causa não pode ser perdida em razão da férrea resistência de opositores superados porque é sagrada demais pelo tanto de suor e de sangue que custou. 

*Leonardo Boff é teólogo, filósofo, escritor e dr.h.causa em política pela Universidade de Turim por solicitação de Norberto Bobbio.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Revelando São Paulo Festival da Cultura Paulista Tradicional começa dia 14 de setembro




Conheçam a programação do Revelando São Paulo, que acontece de 14 a 23/9/2012, no Parque do Trote da Vila Guilherme.
Pra quem gosta de cultura é prato cheio. Ali tem artesanto, comida e manifestações culturais do interior de São Paulo, além de comidas tradicionais como o azul marinho, galinhada, rojão,  bolinho caipira, doces e cachaças.
Pra garotada tem carros de bois, charolas e charretes. 
Tudo isso distribuído em 160 espaços de artesanato 90 espaços de culinária e rancho tropeiro.

 

Programação


14 de Setembro – Sexta
 Em Torno da Mesa Paulista Tradicional
Rancho tropeiro – Abertura

15 de Setembro – Sábado
 Encontro de Orquestras de Viola
X Festival da Amizade – Previsão de 30 grupos das comunidades étnicas de São Paulo

16 de Setembro – Domingo
Cerimônia da Paz – Por uma Década de Cultura de Paz – Memorial da América Latina
Início da Cerimônia Transreligiosa – O Sagrado na Metrópole
Festival da Amizade - Continuação
Chegada da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida

17 de Setembro – Segunda
Tarde das Serestas
Encontro das Manifestações Cosmopolitas

18 de Setembro – Terça
Encontro de Bandas e Fanfarras
Encontro das Manifestações Cosmopolitas – Continuação

19 de Setembro – Quarta
 Encontro de Violeiros
Encontro de Sanfoneiros

20 de Setembro – Quinta
Encontro de Catira
Encontro de São Gonçalo
VIII Encontro de Adoradores da Santa Cruz
IV Encontro de Fandango
II Cururu

21 de Setembro – Sexta
Encontro de Quadrilhas
IX Noite de São João

22 de Setembro – Sábado
Festival de Bonecos de Rua e Cabeções
Reiada (Encontro de Folias de Reis)
XI Festa de Cosme e Damião
Corrida de Cavalhadas
Noite dos Tambores

23 de Setembro – Domingo
Corrida de Cavalhada
Encontro de caminheiros
XIII Encontro de Romeiros
XII Congado Paulista
Despedida da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida

Veja como chegar clicando aqui
Vejam um pouco do Revelando de 2011

domingo, 29 de julho de 2012

I Festa da Culinária Caipira de São Luiz do Paraitinga




A Festa acontece de 3 a 5 de agosto, no Mercado Municipal e vai contar com o que é mais típico e tradicional do lugar: afogado, paçoca, requeijão de prato, afogado, entre outros. Também serão resgatados alimentos que estavam sendo esquecidos como a taioba e o cará moela.

A festa vai contar também com apresentações musicais, desfiles de carros de boi e tropa, danças tradicionais e muito mais.

Pra quem nunca foi a São Luiz do Paraitinga, fica a dica: pra quem vai de carro - Dutra/Rodovia Osvaldo Cruz; pra quem vai de ônibus - ir até Taubaté e pegar o ônibus pra São Luiz. 

Veja a programação completa abaixo.


domingo, 22 de julho de 2012

Caracas III - Algumas comidas e mercados


Mercado de Quinta Crespo, que é o maior da cidade, é um mosaico da comida e dos costumes venezuelanos. Milho, mandioca, abacates, abacaxi, bolinhos de farinha de milho, mariscos, peixes, camarões, galinhas, roupas... Numa ala estão as frutas (muitas), verduras (pouquíssimas) e legumes; em outra, os peixes, mariscos, carnes e frangos; em outra ala, roupas e miudezas. E do lado de fora, uma verdadeira feira popular.
Outro mercado que conheci foi o de Chacao. É novo, de arquitetra moderna. Tem quase as mesmas coisas que o de Quinta Crespo, mas numa escala bem menor. No térreo, verduras, legumes, queijos, frios, embitidos, pães. No segundo andar, roupas, bar, aviamentos.
Não esperem encontrar o Mercadão de São Paulo em países da América do Sul, porque nossa estética capitalista está mais pra La Boqueria de Barcelona do que para os nossos vizinhos, que a meu ver, ainda preservam o espírito original dos mercados de abasto.  

Arepas, as campeãs.
 


O pão do venezuelano é a arepa, feita com farinha de milho branca. Ela são assadas na chapa ou na frigideira e os recheios podem ser de queijo fresco, de frango, carne ou peixe refogados. Em todos os lugares, servem arepas no café da manhã.  Nas ruas, existe uma rede de areperas - Arepa Venezuelana, que é estatal e vende a arepa a preços populares. 
É claro que ninguém fica debulhando milho todos os dias. Existe a harina-pan, que é uma mistura como a da nossa tapioca, que já vem pronta, só precisa molhar, moldar e assar.  Para o gosto brasileiro, um pouquinho mais de sal cairia muito bem.  


Hallacas e bollitos



 
Nas ruas e nos mercados, pode-se encontrar bancas de venda de hallacas e bollitos, que são uma espécie de pamonha salgada.  São idênticas aos tamales mexicanos. Uma delícia. 
 



  A massa é temperada e o recheio muito saboroso. São cozidos em folhas de bananeira. 

Os pratos que se come nos restaurantes sempre tem como acompanhamentos as arepas e/ou a banana verde (mais verde e mais madura). As mais maduras são cortadas em diagonal e fritas.  As outras, chamadas de patacones ou tostones, são fritas primeiro, em seguida são amassadas e novamente fritas.  São uma delícia.  

Caracas II - Passeando por Caracas




A geografia de Caracas lembra um pouco a do Rio de Janeiro. Muitos morros ocupados por favelas e as vias contornando esses morros. Este morro da foto, tem um teleférico que liga ao centro da cidade. As distâncias são longas, mas nem dá pra sentir nas corridas de táxis, porque com o valor que se paga por um litro de gasolina no Brasil, na Venezuela se enche um tanque. 36 litros = 1 dólar. Por essa razão muita gente tem carro e o trânsito é verdadeiramente infernal.
Os ônibus são muito, muito feios. São velhos e a aparência não é nada convidativa. Alguns surpreendem. Por fora horrível, e por dentro, todo remodelado, com estofamentos novos etc. Andei em algumas "camiñonetas" como eles chamam os ônibus. Alguns eram mesmo detonados, mas outros, um conforto só. Música alta o tempo todo: Salsa, merengue e reguetón, que são música típicas da Venezuela. O percurso é escrito no parabrisa do ônibus. Os táxis podem ser coletivos ou individuais, de acordo com o bolso e o gosto do freguês.
O centro de Caracas é muito bonito, com seus edifícios históricos, igrejas, museus, praças etc. A Candelária, no centro da cidade, é uma festa para os olhos. Lojas populares, sebos, mesas de dominó na rua, lojas de piñatas, que são bonecos gigantes e outros formatos que se usam nas festas infantis, recheadas de balas e confeitos. O aniversariante estoura o boneco e as guloseimas se esparramam pelo chão. Ali na Candelária também fica a La Cocina de Francy que faz uma releitura da comida do país. O ambiente é de muito bom gosto, moderno, que destoa completamente do restante do bairro. A comida dali é excelente. Indicação da Zinnia, do blog La Comensal.

No centro também vi a exposição Libertarios y libertarias Nuestroamericanos na casa onde nasceu Simón Bolivar. Entre os homenageados, estavam Camilo Torres, Che,  Paulo Freire e outros. Paulo Freire foi retratado pelo pintor venezuelano Tomás Salazar. 




Arte mural na lateral do estádio de basebol, esporte nacional.


Festival nacional de cultura infantil e juvenil, com apresentações em quase todos os espaços públicos.

 

Pátio central do Museu de Belas Artes

No bairro central da Candelária, inúmeros sebos e mesas de xadrez ocupam os baixos de um viaduto.

Caracas I - Em ritmo de eleições



Uma semana num lugar não faz de ninguém um especialista, mas dá pra observar, sentir, conversar e ter as primeiras impressões. Costumo dizer que um lugar e seu povo, seja no Brasil ou no exterior, só se conhece quando se vive no lugar. Por isso, vou colocar aqui algumas impressões que tive na semana que passei em Caracas, na Venezuela.
Fui a trabalho, praticamente emendando uma viagem na outra e não tive tempo de preparar a viagem como faço normalmente. Nos primeiros dias, só tive contato com a organização e os participantes de um evento preparado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), o partido do Chavez. Portanto, só depois do evento pude sentir um pouco mais o que se passa em Caracas.
Em outubro vai ter eleições e a maioria, dizem as pesquisas eleitorais, está com Chavez. O outro candidato, o Capriles Radonski, é o representante de todos os desafetos que Chavez conseguiu acumular durante os governos que teve até agora. O candidato é fraco, mas tem reunido muita gente nos comícios. Se Chavez tem o apoio de toda esquerda latino-americana e caribenha, Capriles tem apoio de todos os neoliberais da região. Em Caracas a coisa fica mais diluída, muita gente não quer dar sua opinião. Até os motoristas de táxi dão uma tucanada. Mas em Isla Margarita, por exemplo, a aversão a Chavez é sentida nos menores comentários. A crítica principal é a de que Chavez teria espantado os investidores internacionais e que pra população falta tudo. Cimento  pra terminar o puxandinho, nem pensar. Chavez perdeu as últimas eleições em Margarita, e deve perder novamente garantem os margaritenhos mais inflamados. Nos táxis toca uma rádio antichavista. É Capriles direto. E nos muros, as pinturas e cartazes de Chavez aparecem manchados de tinta.



Um dos pontos fracos no governo, comentam pelas ruas, é a violência. Homicídios são noticiados a toda hora e andar pelas ruas em determinados horários não é recomendado nem mesmo à população. Antes de viajar, tudo que havia lido sobre Caracas dizia que a violência estava a toda e que era muito fácil ser roubado. Pensava que eram assaltos à mão armada, mas depois descobri que são pequenos furtos nos hotéis e pequenos golpes nos táxis. É claro que não andava dando bobeira por onde os caraquenhos diziam que não se devia andar. Queria ir ao bairro colonial de Petare, que dizem ser uma das regiões mais bonitas de Caracas. Todos com quem comentei disseram "não vá! É muito perigoso" Bem, ainda não tinha desistido de ir, mas quando li nos jornais que por dias seguidos apareceram presuntos pelas ruas do bairro, desisti. Afinal, o seguro morreu de velho. 

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Caracas II - Passeando por Caracas
Caracas III - Algumas comidas e mercados
 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Deliciosas pizzas em prol da Gastromotiva


Durante o mês de Junho a Pizzaria Primo Basílico comemora 20 anos com o projeto Pizza das Meninas: um cardápio especial com receitas de grandes chefs que terá lucro totalmente revertido para a Associação Gastromotiva.

Para comemorar seus 20 anos, a Primo Basílico convidou chefs premiadas para desenvolver uma entrada e coberturas especiais para a massa da pizzaria do Jardim Paulistano. Até o dia 5 de julho , as criações das chefs Ana Luiza Trajano (Brasil a Gosto), Bel Coelho (Dui), Carla Pernambuco (Carlota e Las Chicas), Danielle Dahoui (Ruella), Janaína Rueda (Bar da Dona Onça) e Paola Carosella (Arturito) vão passear pelo cardápio da Primo e todo o lucro será revertido para a Gastromotiva, associação que promove a inclusão social por meio da gastronomia com cursos profissionalizantes de cozinha, salão e empreendedorismo gastronômico.


Pizza das Meninas

A entrada do cardápio ficou por conta da chef Ana Luiza Trajano, que criou o queijo coalho com melaço e pesto de cheiro verde (R$ 20). A pizza de Carla Pernambuco leva presunto cru, mussarela especial, figos e  pimenta (R$ 60) e a de Paola Carosella, queijo Cacciocavalo, mussarela especial, abobrinha, azeite temperado com pimenta, hortelã e manjericão (R$ 60). A de Bel Coelho combina paio, couve e mussarela (R$ 55); enquanto Janaína Rueda criou uma pizza com lingüiça artesanal, queijo meia cura e salsinha (R$ 55).  Danielle Dahoui completa o time com a cobertura de queijo de cabra boursin com presunto cru, tomatinhos, manjericão e rúcula (R$ 60).

Pra conhecer um pouco da Gastromotiva, visite o blog


Endereço: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1864 / São Paulo -SP
Telefones: (11) (011) 3082-8027 / (11) 3083-6421
Horário de Funcionamento: De segunda à quinta das 18h00 à 00h30/sexta e sábado das 18h00 à 01h30/domingo das 18h00 à 00h30
Valet: R$ 12

*Material de divulgação da Gastromotiva.

terça-feira, 29 de maio de 2012

São Luiz do Paraitinga é uma cidade festeira






 Instalada num vale, entre Taubaté e Ubatuba, São Luiz do Paraitinga foi coberta pelas águas há dois anos e seus moradores recomeçaram a reerguer suas vidas. A cidade já recebe turistas e já promove as tradicionais festas que a consagraram como destino de muitos paulistanos que dão valor à cultura popular.

No carnaval só entram as marchinhas. Carros ficam de fora do centro. Só foliões dispostos a brincar. Eventos de diferentes tipos ocupam partes diferentes da cidade. Quem gosta de folia vai pra um lado, quem gosta de calmaria, vai pra outro. Ou seja, tem pra todo mundo.

A Festa do Divino é famosa. Quando eu fazia faculdade, no final dos anos 1970, não perdia a festa. Adorava ver a Cavalhada - a disputa entre mouros e cristãos, a Congada, as danças de diversos grupos que vinham de toda a região. A fila do afogado - cozido de costela com mandioca, servido com arroz - serpenteava pelas ruas da cidade e pelo morro. Cada um levava seu prato e seu garfo e ficava nessa fila. Tinha comida pra todo mundo. No outro dia, mal amanhecia o dia, de novo na fila. Dessa vez pra pegar paçoca de amendoim e café. Em cada mão uma caneca: uma para a paçoca, uma para o café.
As ruas eram tomadas por grupos que vinham se apresentar no coreto da praça principal. Na Igreja Matriz, inúmeras missas juntavam os fiéis, que depois saiam em procissão. Novenas eram mantidas e centenas de pessoas rezavam nas casas e nas igrejas.

Hoje os fiéis católicos ainda seguem firmes, apesar da debandada de uns tantos para outras religiões (sentimento meu). A missa não é celebrada na Igreja, afinal ela veio abaixo na enchente. Vai ser levantada, mas por enquanto continua no chão. A missa é rezada debaixo de um toldo branco montado na praça, em frente à inexistente escadaria da matriz.

O desfile de cavaleiros pelas ruas, paramentados de vermelho e azul anunciam que dali a pouco - mouros e cristãos vão entrar em combate. Anunciam o local da disputa, e os cavaleiros são seguidos pela multidão.

A fila para o afogado e para a paçoca com café continuam lá. Hoje, as pessoas levam diferentes vasilhas pra colocar o afogado, e a paçoca é servida em copinhos de plástico. Tem paçoca doce (de amendoim), e a salgada (de carne). O café continua o mesmo. Bem docinho. 


Mas durante o ano tem muita atividade na cidade. O Soca Paçoca é um evento que ensina a fazer as duas paçocas; o Festival de Inverno, leva pra cidade muita música; a Festa do Saci e seus Amigos também é momento de muita música e folclore.

Aliás, a sede da Sosaci, a Sociedade dos Observadores de Saci, fica ali, no Sol Nascente, restaurante da Alice Nakao, que escolheu a cidade pra viver. Tem gente que jura que o danado anda por lá fazendo peraltices!




Pois é, pra São Luiz do Paraitinga vai quem quer sossego. E vai quem quer agito. Tem dos dois. Se não quiser fazer nada, não faz. Se quiser fazer, faz. Bom demais ter escolhas, não é mesmo?



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Semana África, na TV Brasil - Confira a programação


Rede Jovem de Cidadania

Kora Brasil. O encontro sonoro entre o instrumento de cordas de origem africana e a música afro-brasileira

Segunda(21) - 17h30


Brasilianas.org

As relações entre Brasil e África. Empresas brasileiras no continente africano e os novos arranjos internacionalizantes
Segunda(21) - 22h


Nova África

A Ilha de Moçambique. Conheça a história da antiga Colônia portuguesa
Segunda(21) - 20h00


Expedições

Quilombo dos Palmares. A história dessa nação, criada por negros fugidos de engenhos e terra de Zumbi, é a atração do Expedições
Terça(22) - 19h30

Nova África

A juventude em Moçambique. Perspectivas de vida dos jovens no país africano
Terça(22) - 20h00


A TV Que Se Faz no Mundo

Senegal. Programas musicais fazem grande sucesso na televisão do país
Quarta(23) - 00h00


Nova África

Zimbábue, que país é esse?. A luta pela posse da terra é um dos conflitos do país
Quarta(23) - 20h00


Nova África

Vida dos Himbas na Namíbia. Um registro da diversidade de paisagens desse território de colonização alemã
Quinta(24) - 20h00


Caminhos da Reportagem

Quilombos. Programa foi até a Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul para mostrar a luta e a resistência dessas comunidades
Quinta(24) - 22h00


Nova África

O Conflito entre Turismo e Ecossistema em Botsuana.. É possível o desenvolvimento sustentável na região?
Sexta(25) - 20h00


Nova África

O Povo San em Botsuana e o Povo Pigmei no Congo. Perseguição cultural e opressão econômica em Ruanda e Uganda
Sexta(25) - 22h00


Programa de Cinema

Mama África. Filmado em dez países do continente, documentário mostra um pouco das muitas Áfricas que o mundo desconhece
Sexta(25) - 22h30

Expedições

Quilombo dos Palmares. A história dessa nação, criada por negros fugidos de engenhos e terra de Zumbi, é a atração do Expedições
Sábado(26) - 16h00


Nova África

O congo moderno e os acampamentos. Programa mostra as riquezas do país assolado pela guerra civil por mais de uma década
Sábado(26) - 20h00


DOC Especial

Nelson Mandela. Um retrato da vida do líder africano e os episódios do fim ao apartheid
Domingo(27) - 22h30


Ver TV

A África no Brasil e o Brasil na África - vistos através da televisão. A realidade e a fantasia de lá e de cá mostradas na TV
Domingo(27) - 17h