domingo, 1 de agosto de 2010

Descobrindo a banana, nossa musa nacional


As chefs Ana Luiza Trajano (Brasil a Gosto) e Claudia Mattos (Zym Café), integrantes do Movimento Slow Food, comandam a Oficina "Banana, musa paradisíaca - versatilidade da fruta e seu aproveitamento total", amanhã, na Escola Wilma Kövesi em São Paulo.

A oficina faz parte do programa Oficinas do Gosto, do Convivium Slow Food São Paulo, e tem como objetivo ensinar muitos desses segredos e novos usos que você pode usar e reinventar surpreendendo os sentidos de clientes e convidados à sua mesa.

Os participantes vão aprender como aproveitar totalmente a fruta, desde as cascas, a polpa verde e a polpa madura, na produção de Pão de Banana com castanhas brasileiras, Canapé de banana da terra com queijo cremoso e geléia de pimenta.
Abadejo grelhado com crosta de Baru e purê de banana da terra, Caponata de casca de banana verde .


Data: 2 de Agosto – das 19 às 22 horas - Valor: R$ 185,00
Desconto de 20% para membros do Slow Food e de 50% para estudantes.

Serviço:
25 vagas por Oficina
Reservas e inscrições: Escola Wilma Kövesi de Cozinha
11 30631592 / 11 30829151
Ou pelo site www.wkcozinha.com.br
R. Cristiano Viana, 224 - São Paulo - SP

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Frida Kahlo nasceu em 6 de julho

Amanhã é aniversário de nascimento de Frida. Em homenagem, postei o vídeo da Chavela Vargas cantando Llorona no filme Frida.

Chavela Vargas - La Llorona (Video Clip)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Kabengele Munanga fala de Kabengele Munanga


O professor Kabengele vai completar 70 anos no próximo dia 2 de julho e os amigos preparam uma festa pra essa figura tão respeitada pelas suas idéias e humildade. Na foto, ele aparece ladeado por Flávio Jorge e Matilde Ribeiro. O texto abaixo é de autoria do próprio Kabengele:

"Tem imigrante voluntário, que quer mudar a vida, quer viver num outro continente, num outro país. Tem imigrante que por motivos políticos ou sociais teve que abandonar suas terras em busca de sobrevivência. São dois tipos de imigrantes, mas cada um tem uma dificuldade, dependendo da história de vida dele, da formação, alguns têm dificuldades de integração, outros têm menos. Qualquer lugar do mundo onde você vai, você tem que fazer um esforço para se integrar e para ser integrado. Um país tem também seus preconceitos internos - como o problema de preconceito racial que existe no Brasil - preconceitos regionais como se tem em relação aos nordestinos e a primeira coisa que você tem que fazer, mesmo mantendo contato e vínculo com sua cultura-mãe, com sua história que você não pode perder - porque são raízes de seus filhos que você não pode perder - tem que fazer um esforço de integração, de adaptação à nova sociedade na qual você foi recebido.

Eu me assumi como intelectual engajado, porque essa sociedade me recebeu, me integrou. Tento manter minhas raízes, não posso perdê-las. Hoje tenho novas raízes, tanto que tenho um filho brasileiro. Faz parte da minha vida, da minha história.

Todo imigrante tem que fazer um duplo esforço, por um lado para não esquecer suas raízes, suas histórias. Seus netos e bisnetos vão querer saber onde está a outra parte da história da família. É possível preservar, por isso o trabalho do Museu da Pessoa me deixou apaixonado. Tem gente que não tem nem documento, nem foto, nem nada. Os filhos, os netos e bisnetos que quiserem saber alguma coisa, não encontrarão nada. Às vezes, os descendentes não sabem de mais nada, isso é muito triste.

É preciso amor por sua terra e pela terra que te recebeu, mesmo que essa terra tenha seus problemas. No meu caso, cheguei aqui com uma bolsa de estudos do governo brasileiro. Essa bolsa de estudos veio do povo brasileiro. O povo brasileiro, na realidade, pagou parte de meus estudos, isso é uma coisa que de alguma forma eu tenho que devolver. Todos esses anos trabalhando na Universidade de São Paulo, formando pessoas. Já formei 15 doutores e 5 mestres. Nem por isso perdi o contato do que acontece do outro lado, acompanho o que acontece no Zaire. Se um dia tiver oportunidade, mesmo vivendo aqui, ser útil para o desenvolvimento daquele país. Tenho parentes, tenho sobrinhos, sobrinhos, netos, irmãos, tios, tias, um pedaço da minha vida que não posso esquecer."

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sabe quando é que dá vergonha de ser jornalista?

Quando a gente vê jornalista levantando a bola descaradamente para o seu candidato. Na revista Veja da semana passada (nº 2170), o candidato entrevistado nas páginas amarelas era o Serra. A entrevista é digna de vergonha. Soube até que o Mino Carta tirou gargalhadas da platéia de um debate quando leu as perguntas em voz alta. Os dois entrevistadores - Eurípedes Alcântara e Fábio Portela - tiveram a capacidade de fazer perguntas como estas:

"Depois que os repórteres da sucursal de VEJA em Brasília desvendaram uma tentativa de aloprados do PT de, uma vez mais, montar uma central de bisbilhotagem de adversários, as operações foram desautorizadas pela cúpula da campanha. O senhor responsabiliza a candidata Dilma Rousseff diretamente pelas malfeitorias ali planejadas?"

"Como o senhor conseguiu governar a cidade e o estado de São Paulo sem nunca ter tido uma única derrota importante nas casas legislativas e sem que se tenha ouvido falar que lançou mão de “mensalões” ou outras formas de coerção sobre vereadores e deputados estaduais?"

"Por que para a democracia brasileira é positivo experimentar uma alternância de poder depois de oito anos de governo Lula?"

Essa entrevista é um manual de anti-jornalismo. Fábio Altman organizou o livro "A Arte da Entrevista", com as melhores entrevistas realizadas entre 1823 e 2000. Agora já poderiam organizar um livro com as melhores anti-entrevistas, ou ainda, Como não fazer jornalismo! Essa da Veja certamente figuraria entre os destaques.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Drive Thru de oração? Se a moda pega...


Se a igreja católica pode ter um padre showman, por que é que a Universal não poderia ter seu Drive Thru de oração???????????????

No Chile, vivo pode virar nome de rua

Está nos jornais: a Câmara de Buin, município chileno pertinho de Santiago, decidiu dar os nomes do goleiro Bravo e do zagueiro Isla da seleção do Chile a duas ruas da cidade. Reconhecimento pelo desempenho no jogo contra a Suiça na Copa. Vocês sabem quais são os riscos de dar nomes de vivos a logradouros, não é mesmo? "O futuro a Deus pertence", não é assim que se diz?

Ainda bem que aqui, só depois que a pessoa parte pra outra. E ainda assim... A Bahia é um exemplo disso. Estive lá logo após a morte do filho de ACM. Desci no aeroporto Luis Eduardo Magalhães, passei pela avenida Luis Eduardo Magalhães, vi a escola Luis Eduardo Magalhães... Depois vieram o município Luis Eduardo Magalhães, a Fundação Luis Eduardo Magalhães, o hospital Luis Eduardo Magalhães, o Centro de Convenções Luis Eduardo Magalhães...

Bem, um turista deve pensar que a santificação do dito já deve estar sendo aprovada pelo Vaticano!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Querem saber se Bobotie e Isidudu-Biltong são pra comer?

A resposta está no Canto Madalena, que no jogo de amanhã, 15/6, vai colocar na mesa pratos brasileiros e sul africanos. As explicações são da Tita.

Do Brasil, caldinho de Feijão, Canjica Salgada, Mexidão Mineiro, Frango com Pequi, Carne com Pinhão no molho de cerveja, Capiau, Feijão de Corda com farofa.

Da África do Sul, Bobotie (espécie de bolo de carne ao forno, temperado com curry, louro e pimenta do reino, damasco, uvas passas e amendoas laminadas) e Isidudu-Biltong (Biltong é carne seca e Isidudu, abóbora, Isidudu pap é o nosso Quibebe). Então, taí, a gororoba que vai sair daí é uma massa recheada, que leva temperos africanos no molho: manjerona, noz moscada, pimenta do reino e amendoas em lascas, na manteiga.


Bar Canto Madalena
R. Medeiros de Albuquerque, 471 - Vila Madalena
informações e Reservas: 3813-6814 e 9498-1983

sexta-feira, 28 de maio de 2010

São Luiz do Paraitinga

Clique no Divino pra ver as fotos

Festa do Divino de São Luiz do Paraitinga. A cidade se recuperando, as pessoas voltando a frequentar e as tradições que se preservam. É uma delícia andar pelas ruas e cruzar com todo tipo de manifestação cultural: moçambique, congada, cavalhada, procissão, violeiros, seresteiros, todo mundo se cruzando na rua. Quando um grupo passa, o outro fica de lado. Respeito total.

Marmanjos se empilhando no pau-de-sebo, crianças correndo atrás de Maria Angu e João Paulino, e Maria Angu e João Paulino correndo atrás das crianças, dezenas de pessoas fotografando pra eternizar os bons momentos passados ali.

Muito bom também encontrar amigos como Alice, Zé Américo, Rose, Ivan Vilela, Edu, Flávinho, Sueli e tantos outros.

Taí uma dica de viagem de fim de semana.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Saudade do Daniel

Em maio de 2006, o câncer finalmente venceu o Daniel Herz, depois de anos de batalha. Mas o sumiço físico dele não o levou embora, de jeito nenhum. Eu o conheci em Brasília, durante a Constituinte (1987-1988). O Daniel era aquele cara quieto, que tinha uma capacidade sobrehumana de pensar as coisas da comunicação. Mas ele pensava pra frente, prevendo a entrada de novas formas de comunicação no país e a incidência disso sobre a sociedade e sobre os trabalhadores do setor.

Durante os dois anos da Constituinte, Daniel, Armandinho Rollemberg, Jorge Bittar, eu e mais alguns companheiros, nos dividíamos pra cobrir o país todo, fazendo os debates sobre a democratização dos meios de comunicação e buscando apoiadores à emenda que foi apresentada ao Congresso Constituinte. Ali se vivia uma efervescência incrível, todos os dias a gente se via no meio de debates sobre os mais diferentes temas. Ali estava sendo escrita a história do Brasil. E foi nesse momento tão importante que meu caminho cruzou com o do Daniel.

Durante os debates da Conferência Nacional de Comunicação, dava pra sentir que ele estava ali, presente nas propostas, nos discursos. Muita coisa que se discutiu ali, tinha uma mãozinha dele. É uma herança forte essa.

Pra homenageá-lo roubei esta citação do site criado pelos amigos, o Daniel inclusive, para o Adelmo Genro Filho quando ele faleceu em 1988.

"A vida do espírito
não é a vida que se ausenta ante a morte
e se mantém pura [diante] da desolação,
mas é a vida que sabe afrontar a morte
e manter-se vida".
G.W.F. Hegel

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Na Patagônia

Bateu saudade do frio gostoso da Patagônia.

Ensinamentos das mães de antigamente

Recebi uma desses e-mails engraçados e selecionei algumas práticas de mães que Hoje são consideradas politicamente incorretas, mas algumas funcionavam muito bem lá em casa, afinal, éramos 10 (D-E-Z) irmãos!

- MOTIVAÇÃO - "Continua chorando que eu vou te dar uma razão veradeira para você chorar!"

- ANTECIPAÇÃO - "Espera só até seu pai chegar em casa!"

- PACIÊNCIA - "Calma!.... Não se preocupe... Quando chegarmos em casa, aí sem, você vai ver só..."

- ENFRENTAR OS DESAFIOS - "Olhe pra mim! Me responda quando eu te fizer uma pergunta!"

-RACIOCÍNIO LÓGICO - "Se você cair dessa árvore, você vai quebrar o pescoço e aí eu vou te dar uma surra!"

- GENÉTICA - "Vocé igualzinho ao merda do seu pai" (minha mãe não dizia essa)


- MINHAS RAÍZES - "Tá pensando que nasceu de família rica, é?"

- SABEDORIA DA IDADE - "Quando você tiver a minha idade, você vai entender."

- JUSTIÇA - "Uum dia você vai ter seus filhos, e eu espero que eles façam pra você o mesmo que você faz pra mim! Aí você vai ver o que é bom!"

- RELIGIÃO - "É melhor você rezar pra essa mancha sair do tapete!"

- DETERMINAÇÃO - "Vai ficar aí sentado até comer toda a comida!"

sábado, 8 de maio de 2010

O Remanso do Peixe, em Belém, é sensacional!




Tinha visto o Thiago Castanho, um garoto de 20 e poucos anos, chef do restaurante Remanso do Peixe (em Belém), no debate sobre a Amazônia na série Estantes e Panelas, da Livraria Cultura. Sempre que vou a Belém, nunca consigo tempo pra ir até o Remanso que é considerado um dos melhores restaurantes de Belém. Mas recentemente dei sorte e fui jantar lá.

Fica no Marco, bairro meio afastado do centro, numa vila. A entrada muito simples. O manobrista avisa que o restaurante é lá em cima, ou seja, é preciso subir as escadas. O que se vê lá em cima, é um restaurante requintado para os padrões da cidade. Decoração de muito bom gosto, serviço decente e a comida...

Bom, deu até água na boca só de lembrar do bolinho de piracuí e da peixada com camarões cozida no tucupi. É de comer gemendo. A comida é de primeira. Excelente.

Acho que no Remanso, aconteceu o mesmo que no Mocotó do Rodrigo Oliveira. No começo do negócio, o pai tocava e depois os garotos assumiram as panelas e o resultado taí: comida de primeira e casa cheia sempre.

domingo, 25 de abril de 2010

Vai ter Festa do Divino em São Luiz do Paraitinga


A cidade já está pronta pra receber visitantes, então, já pra lá! De 15 a 23 de maio vai acontecer a tradicional Festa do Divino, com as procissões, congada, cavalhada, moçambique, afogado e tudo mais que tornaram a cidade tão famosa.

As pousadas já estão recebendo hóspedes, os bares e restaurantes estão abertos, inclusive o Sol Nascente da nossa amiga Alice Nakao da Sosaci. O comércio local, a todo vapor, está à espera dos visitantes.

Algumas pessoas pensam que a cidade está no chão. Alguns casarões mais antigos, a Igreja Matriz e a das Mercês estão mesmo no chão, mas 90% da cidade está em pé, com as marcas deixadas pelas águas, claro, mas já com a vida retomada.

Então, coloque na agenda: 15 a 23 de maio. E é bom fazer reservas logo.